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Ilustração 3D de câncer de bexiga
Por Redação SciAdvances
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Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICBAS) e da Faculdade de Medicina (FMUP) da Universidade do Porto, em Portugal, avançou no conhecimento sobre o potencial de reposicionamento de fármacos para doenças cardíacas e asma no tratamento do câncer de bexiga.
Os resultados ainda são preliminares e foram obtidos apenas em laboratório com células de câncer de bexiga. Neste ambiente de estudo inicial, os cientistas puderam constatar que a milrinona (medicamento indicado para doenças cardíacas graves) e a terbutalina (medicamento indicado para crises de asma) potencializaram significativamente os efeitos anticancerígenos do quimioterápico 5-FU.
Segundo os resultados publicados, o reposicionamento dos fármacos como adjuvantes na quimioterapia pode diminuir a capacidade das células cancerígenas de migrarem e de formarem novas colônias.
Os pesquisadores destacaram que a terbutalina modulou o estresse oxidativo provocado pelo medicamento 5-FU nas células de câncer de bexiga, influenciando a resposta celular à quimioterapia. O estresse oxidativo também pode estar envolvido nos mecanismos de adaptação e resistência tumoral.
O novo conhecimento abre caminho para estratégias personalizadas que integrem informação clínica, molecular e funcional de cada paciente, para melhorar o tratamento do câncer de bexiga.
O estudo foi publicado na revista científica Cancers.
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