Com publicação científica

Divulgação, Universidade de Alberta
Paciente é acompanhada durante sessão de psicoterapia 3MDR
Por Redação SciAdvances
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O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é um distúrbio psiquiátrico desencadeado pela vivência ou testemunho de momentos de grande impacto negativo, como eventos de violência, acidentes graves, desastres naturais ou abuso.
A condição pode levar a sintomas como revivência do trauma, estado de alerta constante para evitar gatilhos, alterações cognitivas e de humor e hiperexcitabilidade, dentre outros.
Uma das novas alternativas de psicoterapia para tratamento do TEPT foi desenvolvida nos Países Baixos, há cerca de 15 anos: a ‘Dessensibilização e Reconsolidação de Memória Multimodal Assistida por Movimento’, ou simplesmente 3MDR, envolve caminhada em esteira e exposição de imagens e músicas, escolhidas pelos próprios pacientes, que remetem a traumas passados.
Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, avançaram nas evidências de eficácia da psicoterapia 3MDR para tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
Para constatar a eficácia da psicoterapia 3MDR, os pesquisadores desenvolveram um estudo clínico longitudinal de métodos mistos, com a participação de 48 pessoas com TEPT. Destes pacientes, 22 apresentavam TEPT resistente ao tratamento.
Os participantes foram submetidos a um ciclo de 10 a 14 semanas de terapia 3MDR. Dados quantitativos foram coletados antes do tratamento, ao final do tratamento e aos 3, 6 e 12 meses após a conclusão da terapia.
O estudo foi publicado na revista científica Brain and Behavior.
O Dr. Phillip Sevigny, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Alberta, que liderou o estudo em conjunto com a Dra. Suzette Brémault-Phillips, professora da Faculdade de Medicina de Reabilitação de Alberta, ficou impressionado com os resultados e destacou que os progressos alcançados em semanas poderiam levar anos sem essa terapia.
Segundo a equipe de pesquisa, mesmo algumas poucas sessões de 3MDR podem começar a transformar um trauma debilitante em memórias gerenciáveis.
A professora Suzette Brémault-Phillips destacou a influência da caminhada durante as sessões, que pode ter sido decisiva para o sucesso observado ao estimular as pessoas a pensar de forma diferente, o chamado pensamento divergente.
Segundo os pesquisadores, os resultados foram tão impressionantes que seria importante disseminar a terapia o mais amplamente possível.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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