Com publicação científica

jiris via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
Provavelmente causada por fatores genéticos e ambientais, além de alterações no desenvolvimento cerebral, a esquizofrenia é um transtorno mental crônico, que pode se expressar através de sintomas cognitivos, comportamentais e psicóticos, que podem levar à perda de contato com a realidade.
Nos últimos anos, novas pesquisas têm avançado no conhecimento sobre a esquizofrenia, tentando motivar e viabilizar novos tratamentos para a doença.
Uma nova pesquisa descobriu que um gene envolvido na regulação do estresse é ativado mais facilmente no cérebro de pessoas com esquizofrenia.
O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, em colaboração com colegas do Instituto Max Planck de Psiquiatria, na Alemanha, e da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, e publicado na revista científica American Journal of Psychiatry.
Os cientistas analisaram o gene FKBP5 e a proteína correspondente, FKBP51, que ajudam a regular a intensidade da resposta do organismo a hormônios do estresse, como o cortisol.
Utilizando tecido cerebral doado, os pesquisadores constataram que, em pessoas com esquizofrenia, os marcadores químicos que normalmente mantêm o gene FKBP5 sob controle haviam desaparecido. Essa alteração estava associada a uma maior atividade do gene FKBP5.
A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos que tenham esse gene como alvo.
A Dra. Natalie Matosin, professora da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney e autora sênior do estudo, destacou que perder o controle do gene FKBP5 pode desencadear uma resposta tão intensa ao estresse que pode afetar o cérebro ao longo do tempo, tornando-o mais vulnerável a condições psiquiátricas graves.
Segundo a professora, compreender o que controla essa resposta ao estresse pode proporcionar o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.
A pesquisa também descobriu que as alterações no sistema de resposta ao estresse se tornam mais acentuadas com a idade, podendo afetar os circuitos internos do cérebro ao longo do tempo e aumentando a vulnerabilidade a transtornos psiquiátricos em fases posteriores da vida.
De acordo com a professora Natalie Matosin, a resposta alterada ao estresse concentra-se particularmente no córtex frontal, a área do cérebro responsável pela memória, pela tomada de decisões e pelo controle emocional.
Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.
Publicidade
Últimos avanços

Andrea Bach, ETH Zurique

PerfectWave via Shuttertock

Giovanni Cancemi via Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Publicidade
Outros avanços

Universidade de Montreal




