Notícia com publicação científica
Pesquisadores estimam a participação calórica de alimentos ultraprocessados na dieta em cada município brasileiro
Alto consumo de ultraprocessados em algumas regiões é alarmante, ainda que baixos valores não signifiquem necessariamente consumo de dietas saudáveis

Leandro Teixeira Cacau et al., Revista de Saúde Pública

Estimativas mostram discrepâncias entre municípios brasileiros

28 de agosto de 2025, 15:48

Fonte

Jean Silva e Tabita Said, Jornal da USP

Publicação Original

Áreas

Ciência e Tecnologia de Alimentos, Educação Alimentar, Indústria Alimentícia, Nutrição Clínica, Nutrição Materno Infantil, Obesidade, Qualidade dos Alimentos

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Resumo

Pesquisadores da USP utilizaram dados disponíveis do IBGE e um modelo estatístico de predição para estimar valores médios da participação de alimentos ultraprocessados no consumo alimentar da população de cada município brasileiro.

Os resultados podem ter vários recortes: o consumo de ultraprocessados é maior entre indivíduos de áreas urbanas que de áreas rurais, maior nas capitais do que em outros municípios, e também é maior no Distrito Federal e nos Estados do Sul e Sudeste, exceto no Espírito Santo.

No Brasil como um todo, a média de participação calórica de alimentos ultraprocessados é de 20,2%.

Os resultados podem motivar o desenvolvimento de ações, programas e políticas públicas que atuem no sentido de melhorar a qualidade dos alimentos consumidos pela população no Brasil.

Foco do Estudo

Traçar um mapa que mostre a distribuição nacional da participação de alimentos ultraprocessados na alimentação da população brasileira, em nível municipal.

Estudo

Nossos principais objetivos eram que esses resultados fossem úteis para a tomada de decisão, especialmente para pensar políticas públicas e realizar ações mais locais. Queremos que os municípios possam utilizar esses resultados para desenvolver estratégias específicas

Dr. Leandro Cacau, pesquisador de pós-doutorado na FSP-USP

Resultados

O consumo excessivo de ultraprocessados está ligado ao aumento de doenças crônicas. Essa pesquisa ajuda a entender onde estão os maiores desafios, porque traz estimativas – município a município – sobre a participação desses produtos na dieta. Mas ainda precisamos avançar: faltam dados mais desagregados por gênero, faixa de renda e etnia, e também indicadores sobre a diversidade e a qualidade nutricional das dietas

Dra. Maria Laura Louzada, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS) da USP, professora da FSP-USP e autora sênior do artigo

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisador de pós-doutorado na Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP)
Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS) da USP e professora da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP)

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