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Ilustração 3D do pâncreas, responsável pela secreção da insulina
Por Redação SciAdvances
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Embora a insulina venha sendo estudada há mais de um século, a ciência ainda não conhece completamente todos os processos metabólicos envolvidos com o hormônio.
No interior das células beta do pâncreas, as moléculas de insulina agrupam-se em estruturas microscópicas unidas por zinco, que auxiliam no armazenamento eficiente da insulina. Mas os cientistas ainda não sabem como esses agregados de insulina se formam, como se desfazem ou como isso influencia a capacidade do organismo de controlar a glicose.
Agora, pesquisadores no Reino Unido receberam mais de £ 1 milhão (cerca de R$ 6,8 milhões) para investigar essas questões, em um projeto de três anos liderado pelo Dr. Alan Stewart e pelo Dr. Carlos Penedo, professores da Universidade de St. Andrews, em colaboração com o Dr. James Cantley, professor da Universidade de Dundee.
Usando técnicas avançadas de imagem de molécula única, os cientistas pretendem observar moléculas individuais de insulina movendo-se dentro de células vivas em tempo real. Ao combinar microscopia avançada, marcação fluorescente e camundongos geneticamente modificados, os pesquisadores esperam obter uma visão inédita do ciclo de vida molecular da insulina.
Os pesquisadores também pretendem investigar como a acidez no interior dos compartimentos de armazenamento de insulina nas células beta do pâncreas influencia a organização e a liberação do hormônio.
Esses avanços no conhecimento sobre a insulina poderão, futuramente, ajudar os cientistas a desenvolver terapias mais eficazes, criar medicamentos mais inteligentes e identificar novas abordagens para o tratamento do diabetes e de outras doenças metabólicas.
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