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Por Redação SciAdvances
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Até 50% das mulheres em todo o mundo apresentam fluxo menstrual intenso, condição que pode afetar significativamente o bem-estar físico, emocional e social.
Devido a limitações de acesso a sistemas de saúde e à falta crônica de pesquisas sobre a saúde menstrual, muitas dessas mulheres demoram anos para realizar um tratamento.
Maior biobanco de fluido menstrual poderá ajudar pesquisas com foco na saúde menstrual
Agora, pesquisadores da Universidade de Exeter e da Universidade de Bristol, no Reino Unido, pretendem transformar a vida de milhões de pessoas afetadas por fluxo menstrual intenso, criando o maior biobanco de fluido menstrual do mundo voltado para pessoas na faixa dos 30 anos.
No novo estudo, chamado CycleTrack, as participantes fornecerão amostras de fluido menstrual ao longo de três ciclos, utilizando absorventes especialmente projetados para essa finalidade. Elas também utilizarão um aplicativo de monitoramento diário e responderão a questionários detalhados.
Ao combinar essas amostras com dados genéticos e de saúde de longo prazo, os pesquisadores esperam identificar sinais biológicos associados às variações nos ciclos menstruais e a condições relacionadas.
As descobertas poderão embasar diagnósticos mais precoces, planos de tratamento mais eficazes e novas ferramentas para identificar riscos, como a deficiência de ferro.
A pesquisa pretende ajudar a reduzir de cinco anos para cinco meses o tempo que uma mulher leva para obter tratamento eficaz contra o fluxo menstrual intenso.
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