Mitigação ambiental no semiárido
Nanocompósito com própolis verde pode ajudar a mitigar a desertificação no semiárido brasileiro
Nanocompósito retém água e pode combater processos de desertificação do solo na região do semiárido

Nancy Ayumi Kunihiro via Shutterstock
Própolis verde
Por Redação SciAdvances
7 de abril de 2026, 15:08
Fonte
Áreas
Ciência Ambiental, Ciência dos Materiais, Clima, Geografia, Gestão Ambiental, Mudanças Climáticas, Nanotecnologia, Química Verde, Sustentabilidade
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A região de clima semiárido no Brasil, no bioma Caatinga, está distribuído entre mais de mil cidades de todos os estados do Nordeste e também no norte de Minas Gerais, e é caracterizado por clima seco, chuvas concentradas e irregulares e alta evaporação.
Como as chuvas podem acontecer em intervalos de tempo bem espaçados, a capacidade de retenção de água no solo é uma das soluções para enfrentar os períodos de seca e mitigar a desertificação.
Avanço: nanotecnologia pode ajudar a acumular água e mitigar resultados da desertificação no semiárido
Sob a liderança do Dr. Geraldo Wilson Fernandes, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB-UFMG), pesquisadores do Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno (CTNano) da UFMG estão desenvolvendo um projeto que pretende mitigar os danos ambientais causados pela desertificação no semiárido.
O CTNano é uma Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e lidera pesquisas inovadoras em Materiais Avançados e Nanotecnologia. O projeto recebeu financiamento de R$ 2,33 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).
Os pesquisadores pretendem desenvolver uma nanoestrutura de carbono associada a um particulado sólido a partir do própolis verde, para então usá-la em solos como um nanocompósito que favoreça a retenção de água e o combate à desertificação.
O própolis verde é produzido por abelhas Apis mellifera depois de coletarem resinas da planta alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia), uma planta nativa brasileira.
Os pesquisadores pretendem desenvolver a tecnologia depois de testes em campo para o plantio do alecrim-do-campo e a criação local de abelhas. Os testes devem começar ainda em 2026, em cidades do Norte de Minas.
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