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Desmatamento e queimadas

Atividades humanas têm forte influência nas emissões de carbono na Floresta Amazônica

Pesquisa analisou 15 anos de medições aéreas para mostrar que desmatamento e queimadas dominam as emissões de carbono na Amazônia

Wirestock Creators via Shutterstock

Vista aérea de desmatamento na Floresta Amazônica

Por Redação SciAdvances

24 de outubro de 2026, 17:21

Fonte

Áreas

Carbono, Ciência Ambiental, Clima, Ecologia, Engenharia Florestal, Geociências, Geografia, Gestão Ambiental, Modelagem Climática, Monitoramento Ambiental, Mudanças Climáticas, Saúde Ambiental, Sustentabilidade

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Desmatamento e queimadas

Historicamente, mecanismos biológicos e ecológicos sempre fizeram com que a Floresta Amazônica capturasse mais dióxido de carbono da atmosfera do que emitia, sendo um importante sumidouro de carbono do planeta. Mas isso está mudando.

A ação humana, principalmente através do desmatamento e das queimadas, está transformando a floresta tropical em uma fonte líquida de emissão de carbono.

Avanço: cientistas analisaram 15 anos de dados para revelar o papel das ações humanas no (des)equilíbrio de carbono na Amazônia

Em um novo estudo publicado na revista científica Nature, cientistas analisaram 15 anos de medições aéreas (entre 2010 e 2024) de dióxido de carbono na Amazônia brasileira e identificaram que as atividades humanas, especialmente o desmatamento e as queimadas, dominaram as emissões de carbono em dois de três períodos analisados, enquanto as condições climáticas extremas amplificaram esses impactos.

Através de voos em aviões de pequeno porte, foram medidos CO₂ e CO em quatro localidades representativas da Amazônia brasileira, abrangendo 100% da região estudada.

A análise combinou as medições de carbono com dados de desmatamento e queimadas, precipitação, temperatura do ar e indicadores das temperaturas da superfície do mar na região equatorial do Oceano Pacífico e no Oceano Atlântico Tropical Norte.

A série temporal permitiu avaliar a relação entre as emissões de carbono, as atividades humanas e as condições climáticas, considerando também a variabilidade entre as diferentes regiões da Amazônia e entre os anos.

A Dra. Luciana Gatti, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) liderou o estudo. A Dra. Luciana tem quase 40 anos de atuação científica e dedica sua trajetória ao estudo das emissões e da absorção de carbono na Amazônia, investigando o papel da floresta no ciclo global do carbono.

Ações humanas têm papel inequívoco nas emissões de carbono e podem comprometer a sustentabilidade da floresta

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Publicação

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