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Doenças Neurodegenerativas

Biomarcadores da doença de Alzheimer podem influenciar velocidade de progressão da ELA

Estudo observacional multicoorte analisou a influência de biomarcadores no líquido cefalorraquidiano sobre o diagnóstico e prognóstico da esclerose lateral amiotrófica

David Herraez Calzada via Shutterstock

Fisioterapeuta auxiliando paciente com esclerose lateral amiotrófica

Por Redação SciAdvances

24 de outubro de 2026, 15:40

Fonte

Áreas

Atenção Primária, Cuidados Paliativos, Envelhecimento, Epidemiologia, Gerontologia, Medicina, Neurociências, Neurologia, Patologia, Psicologia, Psiquiatria, Saúde Mental, Saúde do Idoso

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Doenças Neurodegenerativas

A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa grave que afeta a funcionalidade dos músculos do corpo.

Devido à progressão da doença ser bem variável – enquanto alguns pacientes sofrem rápida deterioração, outros convivem por muito tempo com a doença – é difícil fazer um prognóstico em um estágio inicial.

Sabe-se que alterações patológicas associadas ao Alzheimer podem coexistir com a ELA, mas como essas alterações afetam a progressão da doença ainda não está completamente compreendido.

Avanço: análises de diferentes coortes mostraram influência de biomarcadores nos resultados da ELA

Em uma colaboração entre cientistas da Suécia, Japão e Itália, um novo estudo investigou como as alterações relacionadas ao Alzheimer afetam o prognóstico de pacientes com ELA.

O estudo foi realizado no âmbito de um programa de doutorado conjunto entre a Universidade Lund, na Suécia, e a Universidade de Nagoya, no Japão, que facilita o desenvolvimento de pesquisas em ambas as instituições. No caso, a ‘ponte’ entre o estudo das duas doenças e as duas instituições é a tese de doutorado de Kazuki Obara, primeiro autor de um estudo publicado na revista científica eBioMedicine.

Para investigar se alterações cerebrais associadas ao Alzheimer poderiam influenciar a progressão da ELA, os pesquisadores analisaram os níveis de proteína beta-amiloide no líquido cefalorraquidiano de grupos de pacientes japoneses. A proteína beta-amiloide é utilizada como um biomarcador de alterações ligadas à doença de Alzheimer.

O estudo incluiu 264 pacientes com ELA — 60% homens e 40% mulheres, com uma idade média de 67 anos. O grupo controle foi composto por 164 pacientes com outras doenças neurológicas.

Os pesquisadores também analisaram a cadeia leve de neurofilamentos (NfL), um biomarcador que também é utilizado para quantificar danos às células nervosas na ELA.

Análise de biomarcadores, inclusive com uso de IA, pode ajudar no diagnóstico e prognóstico da ELA

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Autores/Pesquisadores Citados

Médico neurologista e doutorando na Universidade Lund e Universidade de Nagoya
Pesquisador da Universidade Lund

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