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Dragana Gordic via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
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A osteoartrite é uma doença degenerativa crônica que atinge articulações do corpo, podendo causar dor, rigidez, inchaço e limitação de movimentos, o que pode interferir diretamente na qualidade de vida.
Atingindo principalmente os joelhos, quadril, mãos e coluna, a doença pode ser controlada por ações relacionadas ao estilo de vida, como a prática de exercícios físicos e perda de peso; por medicamentos, para reduzir a dor e controlar a inflamação, ou até por cirurgia, em casos graves.
Mesmo sendo uma das principais causas de incapacidade no mundo, a osteoartrite ainda não possui uma terapia definitiva.
Uma questão-chave para o avanço dos tratamentos, e que a ciência não tinha respondido até agora, é se a osteoartrite é um conjunto de doenças separadas que são responsáveis pelo aparecimento dos sintomas ou se é uma única condição com vias biológicas subjacentes comuns.
O estudo STEpUP OA reuniu pesquisadores da Europa, Canadá e Reino Unido, em um trabalho conjunto entre instituições acadêmicas, parceiros da indústria e organizações sem fins lucrativos, e avançou substancialmente na compreensão da osteoartrite através da análise molecular tecidual.
Uma questão que os cientistas buscaram responder foi se a osteoartrite é realmente ‘uma única doença’ ou se existem múltiplos subtipos distintos, cada um exigindo sua própria abordagem de tratamento.
Os pesquisadores realizaram análise proteômica do líquido sinovial, que lubrifica a articulação do joelho, de mais de 1.300 participantes com osteoartrite de joelho estabelecida, incluindo mais de 7.000 proteínas por amostra.
A cada amostra foram vinculados detalhes sobre o paciente, como idade, sexo biológico e índice de massa corporal, que são fatores de risco conhecidos para osteoartrite.
Ao examinar essas características dos participantes, o estudo mostrou que, embora a osteoartrite tenha uma única assinatura molecular, existe variação biológica influenciada pelos fatores obesidade, sexo e idade.
O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications e o conjunto de dados está disponível para a comunidade científica.
Segundo a Dra. Tonia Vincent, pesquisadora do Instituto Kennedy de Reumatologia da Universidade de Oxford e coautora sênior do estudo, a pesquisa mostrou que a osteoartrite é uma única doença com um conjunto comum de vias ‘centrais’, principalmente relacionadas à lesão e reparo tecidual.
As diferenças observadas entre participantes, por exemplo com obesidade ou não, podem explicar por que alguns pacientes progridem mais rapidamente ou respondem de forma diferente às terapias, e podem ajudar os pesquisadores a desenvolver estudos clínicos mais direcionados.
Em última análise, as descobertas podem ajudar a reformular a busca por tratamentos eficazes para a osteoartrite.
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Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Mais Informações
Acesse a página do estudo STEpUP OA (em inglês).
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