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10 de julho de 2025, 12:21
Fonte
Colette Derworiz, Faculdade de Ciências da Universidade de Calgary
Publicação Original
Áreas
Bioengenharia, Biofísica, Biologia, Bioquímica, Engenharia Biológica, Física Médica, Metabolismo
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Resumo
Recentemente, pesquisadores publicaram um estudo sobre a observação da emissão de luz em camundongos vivos, emissão que cessa após a morte dos animais.
A emissão dos chamados biofótons é ultrafraca, sendo perceptível apenas com câmeras digitais capazes de detectar fótons individuais.
Os pesquisadores destacaram que se trata de um fenômeno bioquímico, e não metafísico, e que, com o avanço das pesquisas, poderia proporcionar o desenvolvimento de ferramentas para melhorar a compressão da biologia e até identificar danos em tecidos, como um novo recurso diagnóstico.
Foco do Estudo
Observar o fenômeno bioquímico da emissão de biofótons em seres vivos e depois da morte
Estudo
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, mostrou que seres vivos apresentam uma emissão de fótons ultrafraca – ou um brilho imperceptível – que desaparece durante o processo da morte.
O estudo foi publicado na revista científica The Journal of Physical Chemistry Letters em abril de 2025 e viralizou poucas semanas após sua publicação.
Os cientistas afirmam ter ficado surpresos com tamanho interesse: “Suponho que tenha um pouco a ver com o fato de as pessoas se lembrarem de auras”, disse o Dr. Christoph Simon, professor do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Calgary e coautor do estudo.
O artigo foi um passo além, mostrando o que acontece com o brilho – os chamados biofótons -, por meio de imagens em camundongos antes e depois de suas mortes, e também identificou mudanças na intensidade das emissões em plantas sob condições de estresse.
O Dr. Daniel Oblak, professor de Física e Astronomia da Universidade de Calgary e coautor do artigo, afirmou que há muito tempo existem indícios de que seres vivos, incluindo plantas e animais, realizam a fotoemissão ultrafraca. “É uma quantidade muito pequena e, claro, muito difícil de detectar”, disse o pesquisador.
É um fato que os seres vivos brilham. É um brilho muito fraco, mas está lá e é visível com câmeras muito sensíveis
Resultados
A pesquisa tem o potencial de fornecer insights não invasivos sobre os processos bioquímicos e metabólicos dos seres vivos. A emissão ultrafraca de biofótons poderia ser usada como um indicador de estresse e anormalidades de saúde, e poderia ser usada no desenvolvimento de ferramentas promissoras para o avanço da compreensão tanto da biologia quanto da pesquisa biomédica.
A equipe da Universidade de Calgary colaborou com o Centro de Pesquisa Terapêutica em Saúde Humana do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá (NRC), em Ottawa, para explorar o fenômeno em camundongos por meio de imagens.
“Vimos que o nível de luz que eles emitem – esse brilho de biofótons – é nitidamente diferente entre animais vivos e mortos”, disse o Dr. Daniel Oblak.
Os pesquisadores usaram câmeras digitais capazes de detectar fótons individuais para criar imagens de camundongos com exposição de duas horas antes e depois da morte. Isso mostrou que a emissão de biofótons diminuiu após a morte nos animais. Os pesquisadores também observaram que um aumento na temperatura e lesões em plantas causaram aumento na emissão dos biofótons.
O Dr. Daniel Oblak afirmou que o brilho, que não é visível a olho nu, é um fenômeno bioquímico e não metafísico: “Precisamos entender o que é isso para entender o que está acontecendo. Se conseguirmos entender como isso se relaciona com certas influências no corpo – estresse, doenças – então isso poderá ser usado como uma ferramenta de diagnóstico”.
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Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Acesse a revista científica The Journal of Physical Chemistry Letters (em inglês).
Mais Informações
Acesse a notícia original completa na página da Universidade de Calgary (em inglês).
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