Com publicação científica

Glicemia pós-prandial
Em animais, consumo de azeite antes de carboidratos reduziu aumento da glicemia depois de refeições
Ordem na ingestão de nutrientes pode estar associada à ação de hormônios que regulam o esvaziamento do estômago

LightField Studios via Shutterstock

Em animais, azeite de oliva reduziu o aumento da glicemia após uma refeição

Por Redação SciAdvances

16 de outubro de 2026, 11:42

Fonte

Áreas

Ciência e Tecnologia de Alimentos, Educação Alimentar, Endocrinologia, Fisiologia, Medicina, Nutrição Clínica, Nutrição Funcional

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Glicemia pós-prandial

Depois das refeições, a concentração de glicose no sangue (glicemia pós-prandial) aumenta naturalmente: mesmo que o pico seja atingido apenas algum tempo depois da refeição, já existe um aumento inicial logo após o início da absorção dos nutrientes.

Mas uma das variáveis que pode afetar a absorção de nutrientes, além da composição dos alimentos, é a ordem da ingestão. Vários grupos de pesquisa têm trabalhado para compreender melhor como o consumo de alimentos pode afetar o aumento da glicemia pós-prandial.

Estudos clínicos já mostraram que consumir vegetais, proteínas ou gorduras antes dos carboidratos pode moderar o aumento da glicemia pós-prandial, apontando para o potencial da ordem da ingestão dos alimentos como uma estratégia alimentar simples e sustentável.

Avanço: estudo com animais mostrou que consumir azeite antes de carboidratos pode limitar o aumento da glicemia após as refeições

Uma equipe internacional de pesquisa liderada por cientistas da Universidade Gifu e da Universidade de Quioto, no Japão, investigou como o momento da ingestão de gordura durante a alimentação influencia os níveis de glicose, a secreção hormonal e o esvaziamento gástrico.

O estudo foi realizado com camundongos, que foram submetidos a um jejum noturno para então serem divididos em três grupos. Enquanto um grupo recebeu água seguida de glicose, o segundo grupo recebeu azeite de oliva seguido de glicose 15 minutos depois; e o terceiro grupo recebeu glicose seguida de azeite de oliva 15 minutos depois.

Depois da alimentação, os pesquisadores mediram os níveis sanguíneos de glicose, insulina plasmática, glucagon, GIP e GLP-1. Para estimar o esvaziamento gástrico nos animais, os cientistas administraram paracetamol e acompanharam os níveis do medicamento no sangue após a administração oral.

Os cientistas também repetiram os experimentos com outros grupos de camundongos, incluindo animais com diabetes tipo 2 e animais sem o receptor de GLP-1.

Experimentos adicionais envolveram a inibição da sinalização de glucagon ou GLP-1, a realização de ligadura bilateral do nervo vago e o teste de outras gorduras alimentares para confirmar se as respostas seriam realmente devidas ao azeite de oliva.

Azeite de oliva ajudou a reduzir o aumento inicial da glicemia pós-prandial em animais saudáveis e diabéticos

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