Com publicação científica

Agropecuária e poluição em cursos d’água
Mapeamento mostra onde poluição difusa gerada pela agropecuária é crítica
Estudo da Embrapa mostra municípios brasileiros em que a qualidade da água fica mais comprometida

BlueRingMedia via Shutterstock

Cultura de cana de açúcar ao lado de rio

Por Redação SciAdvances

15 de outubro de 2026, 14:09

Fonte

Áreas

Agricultura, Agropecuária, Biotecnologia Marinha, Ciência Ambiental, Ecologia, Engenharia Ambiental, Geografia, Gestão Ambiental, Gestão de Resíduos, Monitoramento Ambiental, Mudanças Climáticas, Oceanografia, Qualidade da Água, Recursos Hídricos, Saúde Ambiental, Sustentabilidade

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Agropecuária e poluição em cursos d’água

Apesar da grande quantidade de recursos hídricos no Brasil, especialmente aqueles relacionados à água doce, muitos dos cursos d’água – como rios e córregos – podem ter comprometida a qualidade da água devido à poluição originada por várias fontes, como a agropecuária.

Essa perda de qualidade da água pode comprometer o abastecimento humano, a produção agrícola, a indústria e a conservação dos ecossistemas aquáticos.

As fontes poluentes que minam a qualidade da água são chamadas pontuais quando os poluentes são despejados de forma concentrada, localizada e identificável em um ponto específico do curso d’água. Já nas fontes difusas, os poluentes vêm de múltiplas origens, sem uma fonte única, geralmente carregados pela água da chuva ou pelo escoamento superficial.

No Brasil, a preocupação com o monitoramento da qualidade da água tem se limitado historicamente às áreas urbanas, principalmente em relação aos esgotos. Mas ampliar esse monitoramento para as áreas rurais é fundamental para garantir a segurança hídrica e preservar os ecossistemas aquáticos.

Avanço: análise em todo o Brasil destacou zonas críticas para os cursos de água doce

Um estudo realizado recentemente por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e da Embrapa Solos mapeou e classificou os municípios brasileiros mais suscetíveis à poluição difusa proveniente de atividades agropecuárias.

O objetivo foi identificar as áreas rurais mais suscetíveis à poluição e que precisam de maior monitoramento da qualidade da água, considerando também a vulnerabilidade de fontes hídricas em relação às mudanças climáticas.

O estudo, liderado pela Dra. Rachel Prado, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, e publicado como Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento pela Embrapa Solos, compilou indicadores relacionados às principais fontes de poluição difusa da agropecuária, com ênfase na contaminação por nitrogênio e fósforo.

Foram considerados cinco indicadores de fontes de poluição difusa da agropecuária: entrega de fertilizantes por cultura (nitrogênio, potássio e fósforo), número de cabeças animais, área com fertirrigação da cana-de-açúcar, balanço hídrico quantitativo por microbacias e erodibilidade do solo à erosão hídrica.

Resultados realçaram áreas críticas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Matopiba

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente

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