Com publicação científica
Saúde reprodutiva masculina
Declínio de proteína relacionado à idade contribui para a deterioração funcional dos espermatozoides
Pesquisadores identificaram importância de proteína na saúde reprodutiva masculina com a idade

Anusorn Nakdee via Shutterstock
Ilustração 3D de espermatozoides indo de encontro ao óvulo
Por Redação SciAdvances
29 de maio de 2026, 17:51
Fonte
Áreas
Biologia, Fertilização, Genética, Medicina, Microbiologia, Reprodução, Urologia
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Saúde reprodutiva masculina
A saúde reprodutiva masculina está ligada à qualidade dos espermatozoides – que engloba fatores como concentração de espermatozoides no sêmen, capacidade de movimentação e morfologia – e à viabilidade de reprodução.
Além de fatores relacionados ao estilo de vida e a condições clínicas, a qualidade dos espermatozoides também é afetada pela idade, com um declínio podendo ser observado a partir dos 35 a 40 anos de idade.
Mas os mecanismos que afetam a qualidade dos espermatozoides com a idade e os elementos envolvidos nesse declínio ainda são pouco compreendidos e têm sido objetos de estudos científicos.
Avanço: proteína afeta estabilidade genômica dos espermatozoides
Recentemente, um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e do Instituto de Pesquisa em Leucemia Josep Carreras (IJC), na Espanha, identificou a proteína sirtuína 7 (SIRT7), como um novo fator essencial para a manutenção da estabilidade genômica dos espermatozoides ao longo do tempo.
O estudo, realizado em camundongos, foi publicado na revista científica Nature Communications. Pesquisadores da Universidade Rutgers e da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Leste, nos EUA, e da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, também colaboraram na pesquisa.
Os pesquisadores estudaram mecanismos epigenéticos – que regulam a integridade do genoma e os genes que são ativados ou desativados com base em fatores como idade, dieta, ambiente e estresse – para compreender sua influência sobre a capacidade reprodutiva masculina e a qualidade das células germinativas à medida que os indivíduos envelhecem.
Proteína SIRT7 é fundamental para a saúde reprodutiva masculina
Os cientistas demonstraram que a proteína SIRT7 é altamente expressa nos estágios iniciais do desenvolvimento das células germinativas, incluindo as espermatogônias, que são as células-tronco precursoras dos espermatozoides.
Além disso, também foi identificado um novo mecanismo epigenético envolvido no envelhecimento reprodutivo masculino, relacionando a proteína a à estabilidade da cromatina, que é onde o DNA é compactado.
Portanto, tanto a ausência quanto a deficiência da proteína SIRT7 assumem papéis importantes. Por um lado, a ausência da proteína SIRT7 leva à perda prematura de espermatogônias e a um maior acúmulo de danos ao genoma durante o envelhecimento ou em resposta ao estresse ambiental. Já a deficiência da proteína resulta em uma desaceleração da formação de espermatozoides com a idade e em uma redução na qualidade do DNA espermático.
Segundo a Dra. Berta Vazquez, pesquisadora do Departamento de Biologia Celular, Fisiologia e Imunologia da UAB e uma das coautoras sêniores do estudo, o estudo mostrou que a proteína SIRT7 é essencial para a saúde reprodutiva masculina, abrindo novos caminhos para a compreensão da infertilidade e para o desenvolvimento de estratégias para preservar a saúde reprodutiva com a idade.
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