Com publicação científica

Quimioterapia
Pesquisa descobre potencial solução para proteger células saudáveis dos efeitos da quimioterapia
Inibidor de proteína pode ajudar a direcionar quimioterapia para células cancerígenas
Nurse wearing a mask and blue gloves checks a patient's arm during a medical procedure in a clinic setting.

Standret via Shutterstock

Quimioterapia em paciente com cãncer

Por Redação SciAdvances

29 de junho de 2026, 18:12

Fonte

Áreas

Biologia, Biomedicina, Bioquímica, Epidemiologia, Farmacologia, Farmácia Oncológica, Genética, Genômica, Medicina, Microbiologia, Oncologia, Proteômica, Quimioterapia, Toxicologia

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Quimioterapia

A quimioterapia é um tratamento que age no corpo todo e basicamente tenta impedir a multiplicação de células que se dividem rapidamente.

Essa multiplicação acelerada e desordenada é uma das características de células cancerígenas, tornando-as o principal alvo do medicamento.

Porém, células saudáveis também podem ser atingidas e causar efeitos colaterais, como queda de cabelo, inflamações, náuseas e baixa imunidade. Neste caso, mecanismos de reparo são acionados para recuperar o funcionamento normal das células.

Avanço: estudo consegue identificar um ‘seletor de células cancerígenas’ para a ação da quimioterapia

Em um estudo inédito, pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, e do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, nos EUA, identificaram uma proteína capaz de direcionar a quimioterapia para células cancerosas, o que pode ajudar a preservar células saudáveis e melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer.

O estudo in vitro foi realizado com células de camundongos tratadas com medicamentos conhecidos como ‘inibidores catalíticos de TOP2’, que forçam a destruição de células cancerígenas mas também atacam células saudáveis, podendo causar efeitos colaterais graves.

Responsáveis pela manutenção da integridade do DNA durante a divisão celular, as enzimas TOP2A e TOP2B (que são isoformas da enzima TOP2, ou seja, proteínas estruturalmente semelhantes, mas codificadas por genes diferentes) são fundamentais para a manutenção da estabilidade do genoma.

A quimioterapia com inibidores catalíticos da enzima TOP2 bloqueia ou altera a atividade dessas duas isoformas, impedindo que elas organizem o DNA e o processo de divisão celular seja bem-sucedido.

Inibição da proteína HSF1 expõe apenas células cancerígenas

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas

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