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Quimioterapia em paciente com cãncer
Por Redação SciAdvances
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A quimioterapia é um tratamento que age no corpo todo e basicamente tenta impedir a multiplicação de células que se dividem rapidamente.
Essa multiplicação acelerada e desordenada é uma das características de células cancerígenas, tornando-as o principal alvo do medicamento.
Porém, células saudáveis também podem ser atingidas e causar efeitos colaterais, como queda de cabelo, inflamações, náuseas e baixa imunidade. Neste caso, mecanismos de reparo são acionados para recuperar o funcionamento normal das células.
Em um estudo inédito, pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, e do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, nos EUA, identificaram uma proteína capaz de direcionar a quimioterapia para células cancerosas, o que pode ajudar a preservar células saudáveis e melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer.
O estudo in vitro foi realizado com células de camundongos tratadas com medicamentos conhecidos como ‘inibidores catalíticos de TOP2’, que forçam a destruição de células cancerígenas mas também atacam células saudáveis, podendo causar efeitos colaterais graves.
Responsáveis pela manutenção da integridade do DNA durante a divisão celular, as enzimas TOP2A e TOP2B (que são isoformas da enzima TOP2, ou seja, proteínas estruturalmente semelhantes, mas codificadas por genes diferentes) são fundamentais para a manutenção da estabilidade do genoma.
A quimioterapia com inibidores catalíticos da enzima TOP2 bloqueia ou altera a atividade dessas duas isoformas, impedindo que elas organizem o DNA e o processo de divisão celular seja bem-sucedido.
A enzima TOP2A é super-expressa e tem atividade muito aumentada nas células cancerígenas, enquanto a enzima TOP2B está presente tanto em células normais (em divisão ou não) quanto nos tumores.
No estudo, publicado na revista científica Molecular Cell, os pesquisadores mostraram que juntando um inibidor de uma proteína conhecida como HSF1à quimioterapia do tipo TOP2, o medicamento tem foco na isoforma TOP2A, que está presente apenas nas células cancerígenas em rápida divisão.
Este complemento na quimioterapia traria o foco de ação do medicamento apenas para o tumor, poupando as células saudáveis.
Segundo o Dr.Ram Madabhushi, professor do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas e líder da pesquisa, a equipe está testando agora se a quimioterapia combinada com inibidores de HSF1 pode proteger camundongos da toxicidade secundária da quimioterapia.
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