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Angiografia cerebral por fluoroscopia pode ser usada para diagnóstico de aneurisma cerebral
Por Redação SciAdvances
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As artérias saudáveis são formadas por três camadas: um revestimento interno fino; uma camada espessa de músculo liso na parte central, que permite movimentos de expansão e contração; e uma camada externa de fibroblastos que fortalece a sua estrutura.
Os aneurismas cerebrais refletem uma desorganização dessa estrutura arterial saudável, que leva a dilatações anormais devidas ao aumento da pressão arterial e à fragilização estrutural da parede dos vasos.
Os aneurismas podem ser reparados por cirurgia ou outros procedimentos minimamente invasivos, dependendo do tamanho do aneurisma, da localização e de fatores de risco do paciente.
Caso não seja possível nenhum tipo de intervenção, a condição é preocupante e requer acompanhamento: a ruptura de um aneurisma pode causar um acidente vascular cerebral hemorrágico, que pode ser fatal.
Infelizmente, o conhecimento atual sobre o processo que pode levar à ruptura do vaso sanguíneo ainda é limitado: às vezes, aneurismas pequenos podem se romper com mais facilidade que aneurismas maiores.
Um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF), nos EUA, mostrou como certas células no cérebro podem contribuir para o enfraquecimento e ruptura de aneurismas.
A pesquisa avançou na compreensão de por que alguns aneurismas se rompem enquanto outros continuam estáveis, e pode levar a novas maneiras de prever e possivelmente prevenir um AVC hemorrágico potencialmente fatal.
O estudo esclareceu um pouco da biologia envolvida na ruptura de aneurismas, mapeando as células nas paredes das artérias e as interações que as enfraquecem.
Os cientistas analisaram mais de 100.000 células individuais de aneurismas humanos e de artérias cerebrais saudáveis e identificaram 19 tipos celulares distintos e os respetivos genes ativos.
O Dr. Ethan Winkler, professor de Neurocirurgia da UCSF e autor sênior do estudo, destacou que a equipe de pesquisa identificou os principais ‘atores’ envolvidos e quais estão implicados em diferentes fases da formação do aneurisma.
O estudo foi publicado na revista científica Nature Neuroscience.
Nos aneurismas analisados, os cientistas identificaram alterações importantes na organização das três camadas que compõem a parede de uma artéria saudável, incluindo a ausência de várias células musculares lisas.
No lugar dessas células musculares, foram identificados ‘fibroblastos formadores de tecido cicatricial’, responsáveis pelo aumento da rigidez do vaso, que expressavam genes associados ao risco hereditário de aneurisma.
Além disso, os pesquisadores identificaram um acúmulo anormal de um tipo de macrófagos, que são células do sistema imune, nas paredes das artérias, ao lado dos fibroblastos.
Então, foi identificada uma interação indesejada entre fibroblastos e macrófagos, com os fibroblastos enviando um sinal para que os macrófagos produzissem enzimas desestabilizadoras da estrutura da artéria.
Portanto, o estudo descreve um processo que enfraquece gradualmente as paredes das artérias, primeiro com a perda de células musculares de sustentação e, em seguida, com a formação de tecido cicatricial rígido, a partir da interação entre células imunes e fibroblastos.
Esse avanço na compreensão de como os aneurismas se formam pode ajudar a desenvolver intervenções mais precoces e evitar muitas mortes por AVC hemorrágico no futuro.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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