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Por Redação SciAdvances
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Com o envelhecimento da população global, é um desafio cada vez maior manter o bem-estar, a autonomia e a qualidade de vida dos idosos.
As tecnologias podem facilitar esse cenário: várias delas estão em desenvolvimento em todo o mundo. Porém, ainda resta a dificuldade da exclusão digital, em que muitas pessoas idosas têm uma grande resistência a se adaptar aos novos recursos tecnológicos.
Uma das soluções que têm sido adotadas para vencer este desafio usa tecnologias conversacionais, que melhoram a interação e deixam a pessoa mais segura sobre as orientações oferecidas.
Agora, pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri (UPM) e da Universidade de Jaén (UJA), na Espanha, desenvolveram um chatbot conversacional multimodal projetado com foco em idosos.
O sistema multimodal baseado na web combina a interação por texto e voz com funções de apoio emocional e assistência em atividades cotidianas, como o gerenciamento de lembretes e compromissos.
O design também se preocupa com a usabilidade, incorporando elementos como navegação simplificada, textos em tamanho maior e conversas guiadas.
Para além de ser apenas um assistente pessoal, o novo sistema pretende ouvir e acompanhar o usuário, utilizando uma linguagem natural, além de exercer funções práticas como a criação de lembretes, o agendamento de compromissos e mecanismos de assistência em situações de emergência.
Para avaliar a aceitação da tecnologia, os pesquisadores conduziram um estudo piloto com dez idosos, com idade média de 70 anos e diferentes níveis de experiência com tecnologias digitais. Durante as sessões, os participantes utilizaram as principais funções do chatbot e, então, avaliaram aspectos relacionados à facilidade de uso, acessibilidade e experiência de interação.
A técnica de interação mostrou resultados positivos: a interface foi considerada fácil e a interação por voz também foi considerada eficaz. De qualquer modo, os participantes do estudo sugeriram melhorar a naturalidade das respostas e a ampliação dos temas de conversa.
A Dra. Gema Parra, pesquisadora da UPM e primeira autora do estudo, ressaltou que os resultados são apenas preliminares, mas já mostram o potencial de tecnologias conversacionais acessíveis que possam complementar outras formas de apoio e facilitar determinadas atividades do dia a dia.
O estudo foi publicado na revista científica Healthcare.
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