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Alimentação saudável e atividade física são fundamentais para evitar doenças crônicas não transmissíveis
Por Redação SciAdvances
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As chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares, doenças metabólicas e doenças respiratórias, estão significativamente ligadas a fatores de risco comportamentais e de estilo de vida. Com a estimativa de causarem mais de 700 mil mortes por ano no Brasil, quase 40% desse total é considerado como morte prematura.
De acordo com o Ministério da Saúde, os principais fatores de risco para as DCNTs são o tabagismo, o consumo alimentar inadequado, a inatividade física e o consumo de bebidas alcoólicas.
Neste cenário, as políticas públicas para controlar os fatores de risco são relevantes para a saúde pública e para atingir metas pré-programadas que indiquem avanços na proteção do bem-estar da população.
Para orientar as políticas públicas e contribuir para a redução dos riscos modificáveis, o Ministério da Saúde estabeleceu, no começo desta década, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNTs (2021-2030), com o desenho de metas específicas para cada tipo de fator de risco.
Um estudo inédito liderado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou o progresso do Brasil em relação às metas nacionais para fatores de risco e proteção contra DCNTs.
Os pesquisadores usaram 15 anos de dados (de 2009 a 2023) do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), com informações de mais de 643 mil participantes, para projetar tendências até 2030.
Os resultados da pesquisa revelaram um cenário heterogêneo, definido por avanços e retrocessos de políticas públicas, com perspectivas pouco otimistas para os próximos anos se a tendência atual for mantida.
O estudo foi publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas.
Em relação ao tabagismo e ao consumo de bebidas açucaradas, apesar dos bons resultados alcançados pelas políticas públicas no sentido de restringir o consumo, os pesquisadores destacaram que os dados dos últimos 8 anos incluídos na pesquisa mostraram desaceleração na queda do consumo. Isso pode comprometer os resultados esperados até 2030 e requer atualização das políticas públicas.
Em relação à obesidade, a estimativa é de crescimento de quase 40% em relação ao valor de 2019, o que foge da meta de estagnação e configura um cenário crítico de saúde pública. Também em um cenário desfavorável, o consumo de álcool também deve superar a meta proposta para 2030, com aumento expressivo entre mulheres.
O consumo de alimentos saudáveis, como frutas e hortaliças, avança em ritmo lento, e também não deve atingir as metas programadas para 2030. E a prática de atividade física no lazer também decepciona, com números inferiores aos esperados.
Como resultado desses avanços abaixo das metas, diabetes e hipertensão seguem em crescimento.
Os pesquisadores destacaram que são necessárias respostas mais efetivas em termos de políticas públicas, incluindo ações para redução do consumo de bebidas alcoólicas e cigarros, estratégias efetivas de prevenção da obesidade e políticas que ampliem o acesso a alimentos saudáveis e à prática de atividade física.
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Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Mais Informações
Acesse o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNTs (2021-2030).
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