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Posidonia oceanica
Por Redação SciAdvances
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Um estudo liderado por cientistas da Universidade de Verona e do Politécnico de Milão, na Itália, identificou o mecanismo evolutivo que permite à planta marinha Posidonia oceanica utilizar a luz disponível no fundo do mar com alta eficiência, conseguindo prosperar mesmo em ambientes com pouquíssima luz, em profundidades de até 50 metros.
Os cientistas utilizaram espectroscopia ultrarrápida para observar a transferência de energia dentro do fotossistema em uma escala de tempo de apenas alguns femtosegundos, ou seja, alguns quatrilionésimos de segundo.
Com isso, os pesquisadores conseguiram demonstrar que, ao longo de sua evolução, a planta modificou a estrutura do seu fotossistema, desenvolvendo um sistema de captação de luz mais extenso do que o das plantas terrestres e acelerando a transferência de energia para o centro de reação fotossintética. E é esta adaptação que permite que a planta mantenha alta eficiência fotossintética mesmo em ambientes com baixíssima disponibilidade de luz.
O estudo trouxe novos conhecimentos não apenas sobre a evolução das plantas marinhas, mas também sobre o desenvolvimento de culturas capazes de utilizar a luz de forma mais eficiente, com potenciais benefícios para o uso mais sustentável de recursos e a agricultura do futuro.
O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.
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