Com publicação científica

Reciclagem complexa
Processo permite a recuperação rápida e eficiente de antimônio a partir de resíduos eletroeletrônicos reciclados
Pesquisadores desenvolveram um novo processo que usa aquecimento rápido para recuperar antimônio de plásticos com retardante de chama

Steve Allen via Shutterstock

Antimônio pode ser recuperado a partir de resíduos eletroeletrônicos

Por Redação SciAdvances

21 de outubro de 2026, 11:49

Fonte

Áreas

Ciência dos Materiais, Engenharia Ambiental, Gestão de Resíduos, Química Verde, Sustentabilidade

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Reciclagem complexa

Muitos dispositivos e componentes eletroeletrônicos – como computadores, televisores, celulares e cabos – utilizam plástico retardante de chama, a fim de reduzir o risco de incêndios de origem elétrica. Esse plástico é formulado com a adição do metaloide antimônio, combinado a compostos orgânicos bromados, que são tóxicos.

Estima-se que 39% do antimônio produzido no mundo seja empregado na fabricação de retardantes de chama — materiais que, em sua maioria, acabam compondo as dezenas de milhões de toneladas de lixo eletrônico geradas anualmente.

A recuperação do antimônio a partir de materiais descartados seria economicamente importante já que se trata de um mineral crítico e estratégico, com baixa disponibilidade na crosta terrestre, e que pode ser utilizado na indústria de semicondutores e eletrônica, em ligas metálicas especiais e até em medicamentos.

Avanço: novo processo consegue recuperar antimônio com sucesso a partir de resíduos

Um estudo recentemente publicado na revista científica Nature Chemical Engineering apresentou um novo método para recuperar antimônio a partir de resíduos eletroeletrônicos.

O Dr. James Tour, professor de Química na Universidade Rice, nos EUA, e coautor sênior do estudo, destacou que a equipe de pesquisa adaptou uma técnica de aquecimento Joule instantâneo para recuperar, de forma rápida e eficaz, o antimônio presente nos resíduos plásticos de eletroeletrônicos descartados.

Um dos desafios envolvidos na recuperação do antimônio é sua separação do material, visto que, durante o processo, podem surgir compostos tóxicos (brometos) que são difíceis de capturar, principalmente quando o aquecimento é lento.

Leo Haoxin Ye, doutorando na Universidade Rice e primeiro autor do estudo, explicou como a equipe de pesquisa resolveu esse problema: resíduos plásticos com retardantes de chama foram triturados e em seguida submetidos a um processo de aquecimento Joule ‘instantâneo’ – capaz de elevar a temperatura de materiais a centenas de graus Celsius em questão de milissegundos –, o que permitiu a evaporação do antimônio e sua condensação em uma área de coleta, reduzindo a emissão e brometos.

Resultados mostraram alto potencial de recuperação do antimônio

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Química na Universidade Rice
Doutorando na Universidade Rice

Instituições Citadas

Publicação

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