Com publicação científica

Entrega controlada de medicamentos
Minirrobôs magnéticos podem ser mais uma opção para entrega controlada de medicamentos
Em um futuro próximo, tecnologia poderia substituir terapias medicamentosas ineficazes e até evitar cirurgias

Reprodução, Universidade Johns Hopkins (com adaptação)

Vista parcial do simulador cardíaco utilizado nos testes: com dois fluxos de entrada e um fluxo de saída, o módulo de acoplamento (A) fica fixo e disponível no tecido para a conexão com o módulo de medicação B, que pode se mover inclusive contra a corrente

Por Redação SciAdvances

20 de outubro de 2026, 15:37

Fonte

Áreas

Biofísica, Biomateriais, Biomecânica, Cardiologia, Engenharia Biomédica, Entrega de Medicamentos, Farmacologia, Farmácia Clínica, Farmácia Oncológica, Medicina, Medicina de Precisão, Robótica, Sistemas de Controle

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Entrega controlada de medicamentos

Nos últimos anos, a robótica tem sido uma grande aliada da medicina de precisão, com tecnologias capazes de realizar a entrega de medicamentos (drug delivery) em sítios específicos do corpo, com a dose precisa sendo liberada apenas onde o medicamento é necessário.

Uma das condições que podem se beneficiar da entrega controlada de medicamentos é a endocardite infecciosa, uma infecção do coração que pode ser tratada com antibióticos por via intravenosa por várias semanas. Essa terapia acaba falhando algumas vezes, já que a distribuição sistêmica do medicamento faz com que sua biodisponibilidade no coração seja inferior ao esperado.

Neste cenário, um sistema de liberação de fármacos capaz de controlar a dose e aplicado apenas ao local exato onde o medicamento é necessário poderia ser mais efetivo.

Avanço: minirrobôs magnéticos com dois módulos conseguem liberar doses líquidas de 22 microlitros ao longo de 3 horas

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins lideraram o desenvolvimento de minirrobôs que poderiam entregar medicamentos diretamente ao coração durante uma infecção, como no caso da endocardite infecciosa.

Segundo o Dr. Axel Krieger, pesquisador do Laboratório de Sensoriamento Computacional e Robótica da Universidade Johns Hopkins, o minirrobô poderia ser inserido no paciente sem risco de infecção ou perda de sangue e pode transportar os medicamentos ao local designado de maneira eficaz, segura e robusta.

Os minirrobôs projetados são formados por dois módulos: enquanto o primeiro módulo (de acoplamento) se liga ao tecido no local da infecção, o segundo módulo (de medicação) transporta o fármaco até ser conectado magneticamente ao primeiro módulo para então liberar a dose precisa.

O módulo de medicação consegue liberar doses líquidas de 22 microlitros ao longo de 3 horas. Enquanto o módulo de acoplamento continua conectado, outros módulos de medicação podem ser injetados, se necessário.

Os dois módulos são magnéticos e podem ser controlados externamente por bobinas eletromagnéticas, não exigindo fontes próprias de energia. Um sistema de orientação visual assistido por inteligência artificial (IA) viabiliza a navegação autônoma dos módulos.

A pesquisa foi publicada na revista científica Advanced Materials Technologies.

Minirrobôs aplicados a simulador entregam dose precisa ao local exato onde o medicamento é necessário

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisador do Laboratório de Sensoriamento Computacional e Robótica da Universidade Johns Hopkins
Ex-pesquisador da Universidade Johns Hopkins e professor da Universidade do Alabama em Birmingham

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