Com publicação científica

Contaminação com PFAS
‘Produtos químicos eternos’, PFAS não estão apenas na água potável, mas também nos alimentos
Estudo analisou dezenas de alimentos no Canadá e encontrou concentrações variadas das substâncias

Wirestock Creators via Shutterstock

PFAS já estão presentes também nos alimentos

Por Redação SciAdvances

11 de outubro de 2026, 13:09

Fonte

Áreas

Biotecnologia Alimentar, Ciência Ambiental, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Ecologia, Gestão de Resíduos, Monitoramento Ambiental, Qualidade dos Alimentos

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Contaminação com PFAS

As substâncias per- e polifluoroalquiladas (PFAS) compõem uma vasta família de produtos químicos utilizados principalmente por suas propriedades antiaderentes, repelentes à água e resistentes à gordura. São chamadas de ‘produtos químicos eternos’ justamente por sua alta resistência à degradação, permanecendo por muito tempo no meio ambiente.

A presença das substâncias PFAS na água potável já está amplamente documentada, mas sua presença em alimentos também já vem sendo estudada. Em toda a cadeia alimentar, entre animais carnívoros, herbívoros ou mesmo em vegetais, as substâncias PFAS vão se bioacumulando. Então, quando os seres humanos se alimentam, podem estar sujeitos às mais altas concentrações, que foram se acumulando ao longo da cadeia alimentar.

Novos estudos científicos têm avançado na compreensão sobre a exposição a substâncias PFAS a partir da alimentação e também em que medida essas substâncias já estão presentes no corpo humano.

Avanço: No Canadá, análise de alimentos apontou variedade de concentrações de PFAS

O Dr. Sébastien Sauvé, professor do Departamento de Química da Universidade de Montreal, no Canadá, liderou um estudo que mostrou que, além de estarem presentes na água potável, as substâncias PFAS também já estão presentes nos alimentos.

Após analisarem alimentos vendidos em supermercados de Quebec em busca de 76 compostos PFAS diferentes, foram encontradas PFAS em muitas categorias de alimentos – principalmente em alimentos ricos em proteína animal -, em muitos casos em concentrações suficientemente elevadas para contribuir para a exposição diária tanto quanto a água potável.

Entre as 76 substâncias analisadas no estudo, foram principalmente as PFAS de cadeia longa que apareceram nos alimentos. Estas substâncias tendem a permanecer mais tempo no organismo, enquanto as PFAS de cadeia curta são eliminadas mais rapidamente.

O estudo pretende servir como alerta, mostrando que os alimentos também podem ser uma fonte significativa de exposição às PFAS e que ainda há muito trabalho a ser feito para mensurar essa contaminação, compreender suas origens e identificar quais alimentos são mais problemáticos.

Altas concentrações não indicam necessariamente alta exposição: alimentos com baixas concentrações podem ser responsáveis por alta exposição

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Departamento de Química da Universidade de Montreal

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