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As dores foram mais autorrelatadas por mulheres do que por homens em praticamente todas as faixas etárias
Por Redação SciAdvances
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Um novo estudo, liderado por cientistas da Universidade McGill, no Canadá, e publicado na revista científica Nature Medicine, analisou dados de dor autorrelatada de mais de 6,1 milhões de pessoas em 118 países e territórios para traçar novas curvas de referência globais e regionais para a dor ao longo da vida.
A análise global mostrou que dores de cabeça e dores de estômago tendem a atingir um pico no início da vida, enquanto dores nas costas, no quadril e nos joelhos aumentam à medida que as pessoas envelhecem. De modo geral, o aumento mais acentuado da dor ocorreu antes dos 55 anos, e não em idades mais avançadas, como era de se esperar.
As dores foram mais autorrelatadas por mulheres do que por homens em praticamente todas as faixas etárias. Pessoas em países de baixa renda também relataram níveis de dor mais elevados do que pessoas em países mais desenvolvidos.
As novas ‘curvas da dor’ podem facilitar a comparação dos níveis de dor com as médias globais de pessoas da mesma idade e sexo, servindo como referência para ajudar a monitorar a dor de forma mais eficaz e a identificar oportunidades para preveni-la mais cedo na vida.
Todos os dados estão disponíveis em uma ferramenta chamada Global Pain Benchmarking Tool.
O estudo foi liderado pelo Dr. Matt Fillingim, que concluiu seu doutorado na Universidade McGill, e pelo Dr. Etienne Vachon-Presseau, professor da Universidade McGill. No Brasil, participaram do estudo o Dr. Caique de Melo, doutor em Fisioterapia pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID); a Dra. Juliana Barcellos de Souza, pesquisadora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), e a Dra. Sandhi Maria Barreto, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
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Grupo de pesquisa do Dr. George Tofaris, Universidade de Oxford
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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Acesse a página da ferramenta Global Pain Benchmarking Tool (em inglês).
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