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Mesmo a água potável pode conter microplásticos
Por Redação SciAdvances
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Os microplásticos – pequenas partículas sintéticas resultantes da fragmentação de resíduos plásticos – estão cada vez mais presentes em todos os lugares, inclusive na água potável.
Uma vez ingeridos, os microplásticos podem penetrar nos tecidos e na corrente sanguínea humana, e já foram detectados até mesmo no leite materno.
Pesquisas em andamento sugerem que os microplásticos podem estar associados a problemas de saúde, incluindo câncer e doenças cardiovasculares.
Neste cenário, têm avançado em todo o mundo pesquisas com o objetivo de filtrar essas partículas, principalmente da água potável.
Pesquisadores da Universidade de Waterloo desenvolveram um filtro de baixo custo, personalizável e impresso em 3D, capaz de remover até 90% dos microplásticos da água e que pode ser adaptável tanto para uso residencial quanto industrial.
De fácil produção, a solução envolve uma coluna de filtragem composta por filtros empilháveis em formato de disco, impressos em 3D a partir de um polímero biodegradável.
A tecnologia inclui o uso de um polímero solúvel em água que é removido por lavagem após a impressão 3D, deixando poros nas escalas nanométrica e micrométrica, e um adesivo sensível à pressão que aumenta a captura de microplásticos sem obstruir os poros.
O Dr. Tizazu Mekonnen, professor de Engenharia Química na Universidade de Waterloo e autor sênior do estudo publicado na revista científica Separation and Purification Technology, explicou que foram testadas soluções com 8 a 20 filtros empilhados.
Segundo o professor Tizazu Mekonnen, a solução com 20 filtros empilhados removeu até 90% dos microplásticos, um avanço significativo em relação às tecnologias de filtragem atuais.
Nos testes, microplásticos maiores foram facilmente removidos, mas partículas menores que 10 micrômetros ainda são um desafio para as próximas etapas do projeto.
De qualquer modo, o professor afirmou que a nova tecnologia apresenta um potencial promissor para integração em sistemas domésticos de água potável e estações de tratamento de água industrial, uma vez que os métodos de filtragem atuais, como o carvão ativado, são apenas parcialmente eficazes na remoção de microplásticos.
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