Com publicação científica

DII e engenharia de tecidos
‘Mini-intestinos’ cultivados em laboratório podem facilitar avanços no tratamento de doença inflamatória intestinal
Tecido-modelo do sistema digestivo pode ser usado para estudar interações bacterianas na doença inflamatória intestinal pediátrica
Purple-stained cells under a microscope; a large dark irregular cluster surrounded by round cells.

Divulgação, Universidade Monash

Modelo de organoide que incorpora tanto o revestimento intestinal quanto suas bactérias

Por Redação SciAdvances

19 de agosto de 2026, 14:26

Fonte

Áreas

Bacteriologia, Biologia, Biomedicina, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Engenharia Biológica, Engenharia de Tecidos, Farmacologia, Gastroenterologia, Medicina, Microbiologia, Pediatria, Toxicologia

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DII e engenharia de tecidos

A doença inflamatória intestinal (DII) – como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa – é uma condição crônica caracterizada pela inflamação no trato digestivo que pode provocar dor e diarreia, muitas vezes desde a infância.

Como o microbioma intestinal é único para cada pessoa, um tratamento para a doença inflamatória intestinal (DII) que funciona para um indivíduo pode não funcionar para outro.

Neste cenário, a engenharia de tecidos pode contribuir com novas pesquisas e também com o desenvolvimento de tratamentos personalizados, caso possam ser reproduzidos em laboratório tanto o organoide vivo que mimetiza o intestino quanto a população de bactérias características do microbioma individual.

Avanço: novo organoide incorpora revestimento intestinal e suas bactérias específicas

A partir de ‘mini-intestinos’ desenvolvidos em laboratório por engenharia de tecidos, pesquisadores conseguiram testar como e onde bactérias específicas do sistema digestivo de um paciente podem afetar o tecido e causar inflamação intestinal.

A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, é a primeira a desenvolver um modelo de organoide que incorpora tanto o revestimento intestinal quanto suas bactérias, sendo pioneira na tecnologia de injetar bactérias nos organoides intestinais para estudar seu impacto na inflamação.

A Dra. Helen Abud, professora da Universidade Monash, na Austrália, e coautora sênior do estudo, destacou que o estudo representa um avanço no sentido de tratamentos personalizados para a DII.

Segundo a professora, com as réplicas vivas do revestimento intestinal de um paciente, é possível observar como essa barreira protege o organismo contra conteúdos intestinais nocivos e como ela se regenera ou se deteriora quando exposta a diferentes bactérias.

Tratamento da Doença Inflamatória Intestinal em crianças

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Últimos avanços

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora da Universidade Monash
Professor da Universidade Monash e gastroenterologista pediátrico no Monash Children’s Hospital
Pesquisadora do Instituto Hudson de Pesquisa Médica

Publicação

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