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Médica aferindo circunferência abdominal em paciente obeso
Por Redação SciAdvances
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Na Nova Zelândia, novo medicamento não pretende reduzir o apetite, mas reduzir o armazenamento de gordura
O controle da obesidade passou por uma verdadeira revolução nos últimos anos, com a introdução das chamadas ‘canetas emagrecedoras’, medicamentos baseados em GLP-1 que atuam no aumento da saciedade e redução da vontade de comer, o que facilita a perda de peso.
Porém, estes medicamentos também podem levar a um efeito que não é desejável: a perda de massa muscular. Esse efeito colateral não é bem-vindo em idosos, principalmente por que pode aumentar o risco de quedas e fraturas e também limitar a força em situações cotidianas.
Neste cenário, medicamentos que atuem em outra via biológica diferente da inibição do apetite poderiam proporcionar perda da massa gorda sem afetar a saúde muscular.
Novo desenvolvimento pretende reduzir gordura sem os efeitos colaterais de fármacos da classe GLP-1
Pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, estão desenvolvendo um novo medicamento para a obesidade com uma proposta diferente: em vez de tirar o apetite, evitar o armazenamento de gordura, sem afetar a massa muscular.
O projeto foi contemplado com um investimento de 1,2 milhão de dólares neozelandeses (cerca de R$ 3,6 milhões) do Conselho de Pesquisa em Saúde da Nova Zelândia para o desenvolvimento da pesquisa durante três anos.
De acordo com o Dr. Peter Shepherd, professor da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Universidade de Auckland, a equipe de pesquisa descobriu uma via de sinalização no interior das células que influencia o armazenamento de gordura. Então, foi desenvolvido um fármaco que atua especificamente nessa via.
Segundo o professor, esse tipo de tratamento é inédito: o medicamento, na forma de comprimido para administração por via oral, não tem foco em limitar o consumo de alimentos, mas apenas prevenir o acúmulo de gordura.
A Dra. Rinki Murphy, professora de Endocrinologia em Auckland e também participante do projeto, ressaltou que a obesidade é desencadeada por múltiplas vias biológicas, então seria possível combinar medicamentos que atuam de formas diferentes para alcançar resultados melhores de saúde em longo prazo.
Após a fase pré-clínica em laboratório, a preparação para estudos clínicos em humanos
O professor destacou que resultados pré-clínicos indicaram ser seguro atuar sobre esse mecanismo de armazenamento da gordura em logo prazo, e que a equipe espera obter resultados de perda de peso tão bons ou melhores do que com o uso de medicamentos baseados em GLP-1, sem o inconveniente da perda de massa muscular.
Os pesquisadores concluíram a fase laboratorial do projeto e agora estão avançando para a conclusão da fase pré-clínica, quando devem planejar os estudos clínicos em humanos. A ideia é que estes estudos clínicos possam comparar a eficácia e segurança do novo medicamento com os fármacos da classe GLP-1.
Atualmente, os cientistas estão buscando investidores para viabilizar uma startup de biotecnologia que possa produzir e comercializar o medicamento no futuro.
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