Com publicação científica

Rios voadores
Vegetação amazônica influencia umidade do solo em regiões distantes na América do Sul
Estudo mostra quantitativamente a influência da umidade recebida da floresta amazônica sobre boa parte do continente
Aerial view of a winding river cutting through lush tropical rainforest areen canopy.

ByDroneVideos via Shutterstock

Rio Amazonas na Floresta Amazônica em Manaus, Brasil

Por Redação SciAdvances

29 de julho de 2026, 15:24

Fonte

Áreas

Agricultura, Agronomia, Ciência Ambiental, Clima, Engenharia Florestal, Geociências, Geografia, Modelagem Climática, Oceanografia, Saúde Ambiental, Sustentabilidade

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Rios voadores

Os chamados ‘rios voadores’ são fluxos atmosféricos de umidade que transportam vapor d’água da bacia Amazônica para algumas regiões do Brasil, e também para outros países da América do Sul.

Com a umidade trazida do oceano, em conjunto com a umidade produzida pela evapotranspiração da vegetação amazônica, a floresta funciona como uma bomba d’água, que alimenta fluxos de ar para distribuir a umidade por boa parte do continente.

Ultimamente, estudos científicos têm usado novos recursos tecnológicos para avançar e detalhar essa ação dos ‘rios voadores’.

Avanço: estudo quantifica influência da floresta sobre a umidade do solo a milhares de quilômetros de distância

Um novo estudo internacional apresentou resultados quantitativos sobre como as variações na vegetação amazônica estão ligadas à umidade do solo a centenas ou até milhares de quilômetros de distância, de acordo com a trajetória dos ventos.

Publicada na revista científica Nature Communications, a pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Universidade Sun Yat-Sen, na China; Instituto Max Planck de Biogeoquímica, na Alemanha; Universidade de Valência, na Espanha; e Universidade da Califórnia em Berkeley e Universidade Colúmbia, nos EUA.

Os pesquisadores combinam técnicas de aprendizado profundo com trajetórias de umidade atmosférica, utilizando tecnologia preditiva baseada em Inteligência Artificial (IA) desenvolvida pela própria equipe.

Pela primeira vez, essa abordagem permitiu estudar o corredor atmosférico, que inclui ventos e precipitação, dentro de um modelo que extrapola a própria floresta.

Os avanços trazidos pelo estudo reforçaram o conceito de reciclagem de umidade atmosférica: a água liberada pela vegetação por meio da evapotranspiração entra na atmosfera e pode ser transportada pelos ventos, conectando regiões distantes por meio de corredores de umidade.

Mudanças no uso da terra e variabilidade climática podem impactar disponibilidade de água

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