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Folhas de espinafre verde fresco
Por Redação SciAdvances
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Frutas e hortaliças estão entre os alimentos mais desperdiçados, muitas vezes porque perdem o apelo visual enquanto ainda estão próprios para consumo.
Manter os produtos frescos por mais tempo é um desafio importante tanto para os consumidores, que podem ter alimentos disponíveis por mais tempo em casa, quanto para produtores e varejistas, que podem fazer parte de uma cadeia de suprimentos de alimentos mais sustentável.
Neste cenário, um problema crítico na conservação diz respeito às verduras, que permanecem frescas apenas por poucos dias.
Um estudo recente de pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, mostrou que a iluminação verde de baixa intensidade em ambientes de armazenamento refrigerado pode retardar a deterioração de hortaliças folhosas, ajudando a preservar sua aparência e valor nutricional.
A equipe se concentrou no que acontece após a colheita, quando os vegetais já não estão crescendo e o objetivo é retardar a deterioração. Os pesquisadores tomaram como exemplo o espinafre.
O estudo avaliou os efeitos de espectros específicos de luz LED verde na qualidade do espinafre fresco durante 18 dias de armazenamento a 4°C e 98% de umidade relativa. O espinafre foi armazenado sob diferentes condições: com luz LED verde com pico de emissão em 500 ou 530 nanômetros (nm); com um tratamento com mistura de verdes (500nm e 530 nm) ou na escuridão total.
Após esse período de 18 dias, os pesquisadores mediram a perda de umidade, cor, textura, qualidade visual e os níveis de nutrientes essenciais.
O estudo foi publicado na revista científica Journal of Food Science.
A Dra. Shafieh Salehinia, pesquisadora da Universidade McGill e primeira autora do estudo, destacou o fato de que a simples mudança na iluminação do armazenamento refrigerado já melhorou a conservação das verduras.
As descobertas sugerem que a iluminação LED verde reduz a deterioração, em parte, ao limitar a perda de água das folhas, que está ligada à perda visível de qualidade.
A qualidade visual geral declinou rapidamente no escuro, caindo abaixo do padrão comercializável no sexto dia, ao passo que todos os tratamentos com LEDs preservaram a comercialização até o 10º dia, com os LEDs de 530 nm apresentando as melhores pontuações de qualidade.
Com os testes realizados no estudo, a Dra. Shafieh Salehinia ressaltou que a luz LED verde de baixa intensidade ajudou a reduzir a perda de água, manter a aparência, preservar a cor e a textura, e favorecer a retenção de compostos benéficos, como antioxidantes, compostos fenólicos, flavonoides e antocianinas.
Apesar de serem necessários mais estudos, os pesquisadores destacaram que esta pode ser uma maneira prática de prolongar a vida útil de verduras utilizando uma tecnologia já amplamente disponível.
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