Com publicação científica

Gorodenkoff via Shutterstock
Bebê recém-nascido em maternidade
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
O colapso pós-natal súbito e inesperado ocorre quando um recém-nascido a termo, aparentemente saudável, sofre uma parada cardiorrespiraatória e entra em colapso durante os primeiros dias de vida.
Atenção com a postura do bebê pode ajudar a evitar a condição, que é rara mas pode ter consequências graves.
Um estudo de coorte retrospectivo conduzido por cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, descreveu a incidência e fatores de risco do colapso pós-natal súbito, que pode afetar bebês durante a primeira semana de vida.
No estudo, publicado na revista científica Acta Paediatrica, os pesquisadores mostraram que a condição é rara, porém mais comum do que se pensava, e destacaram medidas que podem reduzir o risco.
Os pesquisadores analisaram prontuários eletrônicos de mais de 480 mil bebês nascidos após pelo menos 35 semanas de gestação, em sete maternidades de Estocolmo entre 2002 e 2022.
Os registros foram examinados em busca de sintomas sugestivos de colapso, como apneia, coloração azulada da pele ou perda súbita de tônus muscular. A análise mais detalhada sobre os casos potenciais indicou que houve a ocorrência de 149 casos de colapso pós-natal súbito, ou seja, cerca de 31 casos para cada 100.000 nascidos vivos.
Desde 2011, também foram coletadas e analisadas amostras de urina de bebês afetados e de bebês saudáveis da mesma idade, e a comparação indicou níveis mais elevados do metabólito prostaglandina E2 em bebês que sofreram colapso pós-natal súbito durante os primeiros dias de vida.
O Dr. Eric Herlenius – professor de pediatria do Instituto Karolinska, pediatra do Hospital Universitário Karolinska e autor sênior do estudo – destacou que a condição rara afeta cerca de 30 bebês por ano na Suécia, sendo registrados entre 2 e 4 óbitos, principalmente no primeiro dia de vida do bebê.
O estudo constatou que 81% dos colapsos ocorreram nas primeiras 24 horas após o nascimento, sendo que metade deles aconteceu nas quatro horas após o parto. Cerca de 7% dos bebês afetados morreram e 26% sofreram lesões neurológicas permanentes. Dois terços dos casos ocorreram enquanto os bebês estavam deitados junto aos pais.
Segundo o professor Eric Herlenius, o contato pele a pele é importante para recém-nascidos, mas os pais precisam garantir que as vias aéreas do bebê estejam sempre livres e visíveis.
O especialista também ressaltou que adultos não devem dormir enquanto seguram o bebê em contato pele a pele, e os bebês não devem dormir na mesma cama que os pais durante os primeiros três meses de vida.
Agora, os cientistas esperam que novos estudos possam avançar também na compreensão dos mecanismos biológicos que podem estar ligados à condição.
Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.
Publicidade
Últimos avanços

Kwangmoozaa via Shutterstock

New Africa via Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Publicidade







