Com publicação científica

Prostock-studio via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a reabilitação após um infarto é crucial para a recuperação e prevenção de novos eventos. Ela envolve uma mudança progressiva no estilo de vida, com foco em atividades físicas supervisionadas e controle rigoroso de fatores de risco, como pressão alta e colesterol.
Apesar das evidências, a adesão a programas de reabilitação cardíaca no Brasil é preocupantemente baixa: estima-se que menos de 15% dos pacientes elegíveis realizam a reabilitação cardíaca após um infarto.
Seja por falta de pedido do cardiologista por ocasião da alta hospitalar (no Brasil, estima-se que apenas 25% dos pacientes recebem alta hospitalar com a recomendação médica para iniciar a reabilitação), por falta de centros de atendimento ou por falta de conhecimento dos pacientes, a não realização da reabilitação pós infarto pode pôr a vida em risco.
Na Austrália, uma nova pesquisa revelou que, todos os anos, quase 400.000 australianos deixam de participar de programas de reabilitação cardíaca após sofrerem o um ataque cardíaco, apesar das evidências de que a reabilitação reduz significativamente o risco de morte por um novo evento cardíaco.
Analisando dados de 7.172 pacientes, os pesquisadores mapearam os desfechos associados à reabilitação cardíaca.
Os pacientes que tiveram um evento cardíaco grave correram quatro vezes mais risco de morrer em decorrência de um novo ataque quando não participaram de um programa de reabilitação cardíaca de seis a oito semanas. E apenas 19% dos pacientes realizaram a reabilitação cardíaca.
Os pesquisadores destacaram que o estudo mostrou evidências de uma ligação muito forte entre a participação de um paciente cardíaco na reabilitação após um ataque cardíaco e a recuperação plena de sua saúde.
O estudo foi liderado pela Dra. Susie Cartledge, professora da Universidade Monash, e publicado na revista científica International Journal of Cardiology.
Em relação à reabilitação cardíaca, os participantes do estudo foram classificados em três categorias: sem reabilitação, participantes com baixa frequência (1 a 5 sessões) e participantes com alta frequência (6 ou mais sessões).
Um ano depois do infarto, os pacientes que participaram da reabilitação cardíaca apresentaram menor taxa de mortalidade e menos reinternações não planejadas.
A professora Susie Cartledge destacou que a redução do risco de morte por novos eventos cardíacos esteve diretamente relacionada ao número de sessões de reabilitação cardíaca frequentadas.
O estudo constatou que os pacientes que participaram da reabilitação cardíaca eram mais jovens (menos de 64 anos), tinham maior probabilidade de morar com a família, apresentavam diagnóstico de doença cardíaca grave (artéria coronária total ou parcialmente obstruída) e haviam permanecido mais tempo hospitalizados.
O estudo também revelou que um dos principais motivos para a baixa adesão à reabilitação é a falta de encaminhamento dos pacientes a esses programas por parte de seus cardiologistas.
Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.
Publicidade
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Mais Informações
Acesse a Diretriz Brasileira de Reabilitação Cardiovascular (2020).
Publicidade
Outros avanços

Universidade de Nova Gales do Sul


