Com publicação científica

Reabilitação após infarto
Reabilitação cardíaca salva vidas após ataque cardíaco, mas poucos pacientes fazem
Pacientes que sofreram ataque cardíaco e não participam da reabilitação cardíaca têm quatro vezes mais chances de morrer em decorrência de um novo ataque

Prostock-studio via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

25 de junho de 2026, 06:54

Fonte

Áreas

Atenção Primária, Biomecânica, Cardiologia, Educação Física, Epidemiologia, Fisioterapia, Medicina, Reabilitação

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Reabilitação após infarto

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a reabilitação após um infarto é crucial para a recuperação e prevenção de novos eventos. Ela envolve uma mudança progressiva no estilo de vida, com foco em atividades físicas supervisionadas e controle rigoroso de fatores de risco, como pressão alta e colesterol.

Apesar das evidências, a adesão a programas de reabilitação cardíaca no Brasil é preocupantemente baixa: estima-se que menos de 15% dos pacientes elegíveis realizam a reabilitação cardíaca após um infarto.

Seja por falta de pedido do cardiologista por ocasião da alta hospitalar (no Brasil, estima-se que apenas 25% dos pacientes recebem alta hospitalar com a recomendação médica para iniciar a reabilitação), por falta de centros de atendimento ou por falta de conhecimento dos pacientes, a não realização da reabilitação pós infarto pode pôr a vida em risco.

Avanço: análise de dados de mais de 7 mil pacientes mostrou a importância da reabilitação cardíaca nos desfechos de saúde

Na Austrália, uma nova pesquisa revelou que, todos os anos, quase 400.000 australianos deixam de participar de programas de reabilitação cardíaca após sofrerem o um ataque cardíaco, apesar das evidências de que a reabilitação reduz significativamente o risco de morte por um novo evento cardíaco.

Analisando dados de 7.172 pacientes, os pesquisadores mapearam os desfechos associados à reabilitação cardíaca.

Os pacientes que tiveram um evento cardíaco grave correram quatro vezes mais risco de morrer em decorrência de um novo ataque quando não participaram de um programa de reabilitação cardíaca de seis a oito semanas. E apenas 19% dos pacientes realizaram a reabilitação cardíaca.

Os pesquisadores destacaram que o estudo mostrou evidências de uma ligação muito forte entre a participação de um paciente cardíaco na reabilitação após um ataque cardíaco e a recuperação plena de sua saúde.

O estudo foi liderado pela Dra. Susie Cartledge, professora da Universidade Monash, e publicado na revista científica International Journal of Cardiology.

Resultados mostraram como a reabilitação cardíaca é fundamental após um infarto

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora da Universidade Monash

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