Com publicação científica

Aneurisma cerebral
Cientistas avançam no entendimento da formação de aneurismas cerebrais
Diminuição na capacidade de expansão e contração dos vasos sanguíneos pode torna-los mais propensos a rupturas

Radiological imaging via Shutterstock

Angiografia cerebral por fluoroscopia pode ser usada para diagnóstico de aneurisma cerebral

Por Redação SciAdvances

15 de junho de 2026, 13:39

Fonte

Áreas

Biologia, Cirurgia, Fisiologia, Física Médica, Genética, Hematologia, Imagens Médicas, Imunologia, Medicina, Neurologia, Patologia, Processamento de Imagens, Radiologia

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Aneurisma cerebral

As artérias saudáveis ​​são formadas por três camadas: um revestimento interno fino; uma camada espessa de músculo liso na parte central, que permite movimentos de expansão e contração; e uma camada externa de fibroblastos que fortalece a sua estrutura.

Os aneurismas cerebrais refletem uma desorganização dessa estrutura arterial saudável, que leva a dilatações anormais devidas ao aumento da pressão arterial e à fragilização estrutural da parede dos vasos.

Os aneurismas podem ser reparados por cirurgia ou outros procedimentos minimamente invasivos, dependendo do tamanho do aneurisma, da localização e de fatores de risco do paciente.

Caso não seja possível nenhum tipo de intervenção, a condição é preocupante e requer acompanhamento: a ruptura de um aneurisma pode causar um acidente vascular cerebral hemorrágico, que pode ser fatal.

Infelizmente, o conhecimento atual sobre o processo que pode levar à ruptura do vaso sanguíneo ainda é limitado: às vezes, aneurismas pequenos podem se romper com mais facilidade que aneurismas maiores.

Avanço: análise de aneurismas permitiu identificar tipos celulares distintos envolvidos no processo de formação

Um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF), nos EUA, mostrou como certas células no cérebro podem contribuir para o enfraquecimento e ruptura de aneurismas.

A pesquisa avançou na compreensão de por que alguns aneurismas se rompem enquanto outros continuam estáveis, e pode levar a novas maneiras de prever e possivelmente prevenir um AVC hemorrágico potencialmente fatal.

O estudo esclareceu um pouco da biologia envolvida na ruptura de aneurismas, mapeando as células nas paredes das artérias e as interações que as enfraquecem.

Os cientistas analisaram mais de 100.000 células individuais de aneurismas humanos e de artérias cerebrais saudáveis e identificaram 19 tipos celulares distintos e os respetivos genes ativos.

O Dr. Ethan Winkler, professor de Neurocirurgia da UCSF e autor sênior do estudo, destacou que a equipe de pesquisa identificou os principais ‘atores’ envolvidos e quais estão implicados em diferentes fases da formação do aneurisma.

O estudo foi publicado na revista científica Nature Neuroscience.

Perda de células musculares e ação de enzimas produzidas por macrófagos fazem parte do processo de fragilização das paredes das artérias

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Neurocirurgia da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF)

Publicação

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