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New Africa via Shutterstock
Amostra de solo para análise
Por Redação SciAdvances
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As substâncias per e polifluoroalquiladas (PFAS), também conhecidas como produtos químicos ‘eternos’, representam atualmente um dos maiores problemas ambientais em nível global, já que representam sérios riscos à saúde humana e, em alguns casos, são até mesmo cancerígenas.
Algumas das substâncias PFAS são facilmente transportadas pelo solo, infiltrando-se nas águas subterrâneas. Outras se ligam fortemente ao solo.
Apesar das diferenças entre as substâncias PFAS individuais, todas elas têm algo em comum: cada substância contém ligações de flúor-carbono. Essas ligações são muito estáveis, contribuem para a persistência dessas substâncias e dificultam a remediação in situ.
Agora, o Ministério do Meio Ambiente, Clima e Energia da Alemanha está destinando 1,2 milhão de euros (cerca de R$ 7,1 milhões) para a pesquisa ‘Estratégias para remediação in situ de PFAS utilizando tecnologias inovadoras’, que será liderada pela Unidade de Pesquisa para Águas Subterrâneas e Remediação de Sítios Contaminados da Universidade de Stuttgart.
O estudo pretende testar abordagens que podem ser aplicadas ao solo contaminado com PFAS nas regiões de Rastatt/Baden-Baden e Mannheim.
Na região central de Baden-Baden e Mannheim, aproximadamente 1.700 hectares de terras agrícolas estão contaminados com PFAS. Em Rastatt/Baden-Baden, as fontes de água potável também foram afetadas.
Até o momento, os esforços têm se concentrado principalmente na substituição do solo. Mas há uma necessidade urgente de um método para remover PFAS do solo sem escavá-lo (remediação in situ).
Neste cenário, o novo projeto deve investigar três abordagens promissoras para tecnologias de remediação in situ, que serão testadas inicialmente em laboratório (Fase 1): remediação térmica in situ de solos contaminados com PFAS; mobilização aprimorada de substâncias PFAS em solos e sistema para captura de água contendo PFAS na zona não saturada do solo. Os resultados desta Fase 1 do projeto são esperados para fevereiro de 2027.
Já na Fase 2, as melhores abordagens da Fase 1serão testadas em estudos de campo.
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Acesse a página do projeto Estratégias para remediação in situ de PFAS utilizando tecnologias inovadoras (em inglês).
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