Leitura rápida

Peter Adams Photography via Shutterstock
Grande Barreira de Corais em Queensland, na Austrália
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
Uma equipe de pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Queensland e pelo Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS), na Austrália, avançou significativamente na caracterização do microbioma da Grande Barreira de Corais.
Esse avanço foi possível a partir da análise de DNA encontrado em amostras de água do mar de 48 recifes locais.
Os pesquisadores determinaram mais de 800.000 genomas microbianos, incluindo a identificação de mais de 500 novas espécies bacterianas e mais de 360.000 vírus distintos. Também foram acessados os cromossomos completos de duas das microalgas mais abundantes da Grande Barreira de Corais: a Bathycoccus e a Ostreococcus.
O Dr. Philip Hugenholtz, professor da Universidade de Queensland e coautor sênior do estudo, afirmou que o grupo criou o Banco de Dados de Genomas Microbianos da Grande Barreira de Corais, que está disponível para todos os pesquisadores da área.
O Dr. Yun Kit Yeoh, pesquisador sênior do AIMS e também coautor sênior do estudo, afirmou que os avanços no sequenciamento de DNA nas últimas duas décadas permitiram aos cientistas documentar, compreender e começar a modificar as comunidades de microrganismos que contribuem para a saúde das plantas e dos seres humanos.
Agora, esses avanços estão permitindo compreender melhor também o ecossistema gigantesco da Grande Barreira de Corais. Segundo o Dr. Yun Kit Yeoh, isso é extremamente importante, visto que as microalgas produzem a maior parte do oxigênio que respiramos e sustentam as cadeias alimentares em mar aberto.
O Dr. Steven Robbins, líder da equipe na Universidade de Queensland e primeiro autor do estudo, afirmou que coletar e sequenciar DNA microbiano nos oceanos é um grande desafio pois as comunidades oceânicas são complexas e adaptadas a condições de baixa disponibilidade de nutrientes, o que resulta em baixos níveis de Guanina (G) e Citosina (C), duas das quatro bases que compõem o DNA.
Segundo os pesquisadores, foram utilizadas novas tecnologias de sequenciamento de ‘leituras longas’, que ajudaram a enfrentar os problemas de complexidade e baixo conteúdo de G-C, facilitando a montagem de cada genoma microbiano.
O estudo foi publicado na revista científica Nature.
Publicidade
Últimos avanços

PeopleImages via Shutterstock

SewCreamStudio via Shutterstock

Sun Shock via Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Mais Informações
Acesse o Banco de Dados de Genomas Microbianos da Grande Barreira de Corais (em inglês).
Publicidade
Outros avanços

Universidade da Califórnia em Riverside

Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia


