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Leonid Sorokin via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
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O projeto ‘Nanobiotecnologia como ferramenta para a agricultura circular’ pretende aplicar a nanobiotecnologia na produção de nanopartículas capazes de auxiliar no desenvolvimento das plantas e melhorar sua resposta a condições adversas, como seca, pragas e doenças. Com isso, podem ser reduzidos os impactos ambientais e a dependência de insumos químicos convencionais na agricultura.
Financiada com aporte superior a R$ 1,5 milhão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), a pesquisa é coordenada pelo Dr. Juliano Elvis de Oliveira, professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), e pelo Dr. Plínio Rodrigues dos Santos Filho, professor da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Além de pesquisadores da UFLA e da UNIFAL-MG, também participam pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Embrapa Instrumentação.
Os pesquisadores pretendem desenvolver estratégias menos agressivas ao ambiente, com base em nanotecnologia verde, bioinsumos e princípios da agricultura circular. Em vez de depender apenas de produtos químicos sintéticos, a pesquisa busca integrar biotecnologia, nanotecnologia e reaproveitamento de recursos.
Segundo o professor Plínio Santos Filho, a integração entre nanobiotecnologia e práticas de agricultura circular pode levar a soluções de manejo mais eficientes, economicamente viáveis e ambientalmente amigáveis, contribuindo para a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor agrícola.
De acordo com o pesquisador, nanopartículas de prata, zinco e cobre têm demonstrado importantes propriedades antimicrobianas e inseticidas, podendo ser utilizadas para tratar sementes, proteger plantas e desinfetar o solo de maneira segura e sustentável.
Usando um processo de biossíntese, os pesquisadores pretendem cultivar microrganismos, como bactérias e fungos, em biorreatores especiais para alcançar a produção otimizada das nanopartículas metálicas.
Em outra linha de trabalho no mesmo projeto, serão testadas nanopartículas de quitosana como veículo de compostos de interesse para entrega às plantas.
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