Com publicação científica

Correção de batimentos cardíacos
Marca-passo externo usa ultrassom para estabilizar o coração
Transdutores de ultrassom em adesivo de hidrogel viabilizam correção não-invasiva dos batimentos cardíacos

Divulgação, MIT

Ondas de ultrassom estimulando o coração

Por Redação SciAdvances

2 de junho de 2026, 14:23

Fonte

Áreas

Bioeletrônica, Bioengenharia, Biofísica, Biomateriais, Biomecânica, Cardiologia, Dispositivos Vestíveis, Engenharia Biomédica, Medicina, Sistemas de Controle

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Correção de batimentos cardíacos

Quando o ritmo dos batimentos cardíacos está muito baixo ou irregular, uma alternativa que pode fazer o coração voltar a pulsar normalmente é a assistência de um dispositivo tecnológico bioeletrônico usado para emitir impulsos elétricos e interferir no ritmo cardíaco: o marca-passo.

Atualmente, o dispositivo é inserido no paciente através de uma cirurgia minimamente invasiva, em que eletrodos ficam posicionados no coração, enquanto a unidade geradora de pulsos é implantada no tecido subcutâneo.

Mas pesquisas têm tentado viabilizar a estimulação cardíaca não-invasiva através de uma solução externa, não-implantável. Essa solução poderia evitar a cirurgia e trazer mais conforto ao paciente.

Avanço: marca-passo ultrassônico não-invasivo pode regular batimentos cardíacos

Recentemente, uma equipe de pesquisa liderada por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos EUA, desenvolveu um marca-passo não invasivo que estimula o coração usando ultrassom.

O marca-passo ultrassônico usa um adesivo de hidrogel com minúsculos transdutores de ultrassom incorporados, que podem ser ajustados para gerar ondas ultrassônicas em frequências específicas através do tórax para estimular o coração.

As ondas de ultrassom desencadeiam a abertura de certos canais iônicos nas células cardíacas, um efeito que os pesquisadores amplificaram por meio de engenharia genética. Quando os canais se abrem, permitem a entrada de cálcio, o que sinaliza para a célula cardíaca se contrair e bater.

Em uma aplicação clínica da tecnologia, uma injeção única aumentaria geneticamente a sensibilidade das células cardíacas às ondas de ultrassom do marca-passo.

Para testes, a equipe fabricou um protótipo que inclui o adesivo de ultrassom e um pequeno dispositivo de bolso contendo baterias e a parte bioeletrônica.

O estudo, publicado na revista científica Nature Biomedical Engineering, também teve a participação de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), Universidade Harvard, Escola Médica de Harvard e do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), todas instituições nos EUA.

Resultados em células cardíacas e animais foram animadores

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