Com publicação científica

Políticas públicas e vida saudável
Brasil precisa avançar para atingir metas relacionadas à vida saudável e reduzir doenças crônicas
Pesquisadores analisaram 15 anos de dados para projetar tendências nos próximos anos

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Alimentação saudável e atividade física são fundamentais para evitar doenças crônicas não transmissíveis

Por Redação SciAdvances

29 de maio de 2026, 13:52

Fonte

Áreas

Cardiologia, Educação Alimentar, Educação Física, Endocrinologia, Envelhecimento, Epidemiologia, Neurociências, Neurologia, Nutrição Clínica, Nutrição Funcional, Obesidade, Patologia, Pneumologia, Qualidade dos Alimentos, Saúde do Idoso

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Políticas públicas e vida saudável

As chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares, doenças metabólicas e doenças respiratórias, estão significativamente ligadas a fatores de risco comportamentais e de estilo de vida. Com a estimativa de causarem mais de 700 mil mortes por ano no Brasil, quase 40% desse total é considerado como morte prematura.

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais fatores de risco para as DCNTs são o tabagismo, o consumo alimentar inadequado, a inatividade física e o consumo de bebidas alcoólicas.

Neste cenário, as políticas públicas para controlar os fatores de risco são relevantes para a saúde pública e para atingir metas pré-programadas que indiquem avanços na proteção do bem-estar da população.

Para orientar as políticas públicas e contribuir para a redução dos riscos modificáveis, o Ministério da Saúde estabeleceu, no começo desta década, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNTs (2021-2030), com o desenho de metas específicas para cada tipo de fator de risco.

Avanço: análise de dados de um passado recente mostra um cenário heterogêneo

Um estudo inédito liderado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou o progresso do Brasil em relação às metas nacionais para fatores de risco e proteção contra DCNTs.

Os pesquisadores usaram 15 anos de dados (de 2009 a 2023) do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), com informações de mais de 643 mil participantes, para projetar tendências até 2030.

Os resultados da pesquisa revelaram um cenário heterogêneo, definido por avanços e retrocessos de políticas públicas, com perspectivas pouco otimistas para os próximos anos se a tendência atual for mantida.

O estudo foi publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas.

Resultados mostram dificuldade de atingir metas e avançar na redução das DCNTs

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