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Schistosoma mansoni: um par (à esquerda), uma fêmea (ao centro) e um macho (à direita)
Por Redação SciAdvances
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A esquistossomose é uma verminose causada pelo parasita Schistosoma mansoni. A infecção ocorre pelo contato com água doce contaminada com larvas do verme, geralmente devido a problemas de saneamento básico em regiões de baixa e média renda principalmente na África, América do Sul e Ásia.
Classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença tropical negligenciada, a esquistossomose tem alto impacto global na saúde pública, afetando milhões de pessoas. Infecções crônicas ou repetidas podem levar a sangramento gastrointestinal, doenças hepáticas, insuficiência renal, câncer de bexiga e infertilidade.
Atualmente, existe apenas um medicamento antiparasitário disponível (Praziquantel), que tem eficácia reduzida contra as fases jovens e imaturas do parasita. No Brasil, o medicamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Pesquisa pretende avançar em novo candidato a medicamento
Recentemente, cientistas da Unidade de Descoberta de Medicamentos da Universidade de Dundee, no Reino Unido, receberam £9,9 milhões (cerca de R$ 67 milhões) da Fundação Wellcome para acelerar a pesquisa de novas terapias para infecções por esquistossomose.
Em colaboração com colegas da Universidade de Aberystwyth, também no Reino Unido, e do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, nos EUA, os pesquisadores pretendem avançar no desenvolvimento de um novo candidato a medicamento em fase pré-clínica.
A Dra. Beatriz Baragaña, professora da Escola de Ciências da Vida da Universidade de Dundee e uma das pesquisadoras principais do estudo, destacou que o projeto pretende integrar biologia avançada e descoberta translacional de medicamentos com foco nas necessidades dos pacientes.
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Autores/Pesquisadores Citados
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Outros avanços

Escola de Medicina da Universidade Stanford


