Com publicação científica

Alimentos ultraprocessados
Alimentos ultraprocessados são pensados para atrair e manter consumo elevado
O consumo de alimentos ultraprocessados está em alta globalmente, apesar de todos saberem que não se trata de alimentação saudável

Yulia Furman via Shutterstock

Alimentos ultraprocessados

Por Redação SciAdvances

12 de maio de 2026, 15:39

Fonte

Áreas

Biotecnologia Alimentar, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Educação Alimentar, Engenharia de Alimentos, Indústria Alimentícia, Nutrição Clínica, Obesidade, Qualidade dos Alimentos

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Alimentos ultraprocessados

As formulações industriais alimentares ricas em gordura, açúcar e sódio, com poucos nutrientes e muitos aditivos químicos – os chamados alimentos ultraprocessados – têm alto consumo em todo o mundo.

Em alguns países desenvolvidos, e também em algumas economias emergentes, o consumo de ultraprocessados chega a ultrapassar metade de toda a dieta.

Uma série de três artigos científicos publicada recentemente na revista científica The Lancet constatou que os alimentos ultraprocessados ​​estão causando o aumento das taxas de obesidade, diabetes, doenças cardíacas e outras doenças crônicas.

Avanço: revisão identifica estratégias para sustentar ou aumentar consumo de ultraprocessados

Um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, descobriu que indústrias que produzem alimentos ultraprocessados projetam e comercializam esses produtos para incentivar as pessoas a consumi-los cada vez mais.

Liderado pelo Dr. Joshua Clark, pesquisador da Universidade de Auckland, o estudo, publicado na revista científica Obesity Reviews, revisou dez anos de pesquisas internacionais para criar diagramas detalhados que mostram como esses alimentos são formulados e promovidos.

Os diagramas foram desenvolvidos por meio de discussões em grupo, revisões repetidas e um workshop de dois dias com especialistas em ciência de alimentos, marketing e pesquisa de sistemas.

O Dr. Joshua Clark explicou que a equipe de pesquisa descobriu vários ciclos de feedback que se reforçam mutuamente, impulsionando o consumo e a compra.

O novo estudo propõe que o alto consumo de alimentos ultraprocessados ​​não é apenas uma questão de escolha pessoal, mas sim o resultado de um sistema cuidadosamente projetado para tirar proveito de como as pessoas pensam, sentem e se comportam.

O estudo também contou com a participação de pesquisadores da Universidade Deakin e da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney, na Austrália; e do Instituto Internacional de Saúde Global da Universidade das Nações Unidas (UNU-IIGH), na Malásia.

Várias estratégias sustentam ou aumentam o consumo

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