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Ultraprocessados
Ultraprocessados podem comprometer capacidade de atenção e saúde cognitiva
Estudo indicou que um pequeno aumento no consumo de alimentos ultraprocessados diminui a capacidade de atenção e contribui para aumentar risco de demência

monticello via Shutterstock

Alimentos ultraprocessados

Por Redação SciAdvances

28 de abril de 2026, 12:29

Fonte

Áreas

Ciência e Tecnologia de Alimentos, Educação Alimentar, Epidemiologia, Neurociências, Neurologia, Nutrição Clínica, Obesidade, Qualidade dos Alimentos

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Ultraprocessados

Os alimentos ultraprocessados são produções industriais que contêm pouco ou nenhum alimento integral e incorporam, geralmente, muito sódio, açúcar e gorduras, além de aditivos como corantes e aromatizantes, o que acaba oferecendo um excesso de calorias vazias, sem os nutrientes necessários de uma alimentação saudável.

De acordo com o Guia Alimentar Para a População Brasileira, uma forma prática de distinguir os alimentos ultraprocessados é consultar a lista de ingredientes nas embalagens. A presença de ingredientes que remetem a nomes químicos ou artificiais (carboximetilcelulose, açúcar invertido, maltodextrina, xarope de milho, aromatizantes, emulsificantes, espessantes, adoçantes, entre outros), indica que esse alimento é ultraprocessado.

Consumo de ultraprocessados tem desdobramentos importantes sobre a atenção e saúde cognitiva, mesmo que o resto da dieta seja saudável

Um novo estudo conduzido por pesquisadoras da Universidade Monash e da Universidade Deakin, na Austrália, e da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), mostrou que uma dieta rica em alimentos ultraprocessados ​​pode ter um impacto negativo na capacidade de concentração do cérebro e aumentar o risco de desenvolver demência.

O estudo, publicado na revista científica Alzheimer’s & Dementia: Diagnosis, Assessment & Disease Monitoring, examinou a dieta e a saúde cognitiva de mais de 2.192 adultos australianos com idade entre 40 e 70 anos, sem histórico de demência. As pesquisadoras avaliaram a dieta, mediram a função cognitiva e estimaram o risco de demência.

Segundo a Dra. Barbara Cardoso, pesquisadora do Departamento de Nutrição, Dietética e Alimentos da Universidade Monash e autora principal do estudo, os participantes do estudo consumiram aproximadamente 41% de sua energia diária proveniente de alimentos ultraprocessados, valor muito próximo da média nacional australiana de 42%.

Pequeno aumento no consumo de ultraprocessados, comprometimento mensurável na atenção

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisadora sênior do Departamento de Nutrição, Dietética e Alimentos da Universidade Monash

Publicação

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