Com publicação científica

Crianças e redes sociais
Uso excessivo de redes sociais por crianças e adolescentes pode intensificar depressão e ansiedade
Estudo longitudinal mostrou que acesso exagerado às redes pode interferir na quantidade e qualidade do sono, e finalmente na saúde mental

David Pereiras via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

27 de março de 2026, 15:35

Fonte

Áreas

Epidemiologia, Neurociências, Neurologia, Pediatria, Psicologia, Psiquiatria, Saúde Mental, Saúde da Criança, Sono

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Crianças e redes sociais

Existem atualmente muitas discussões sobre a regulação do acesso às redes sociais por crianças em todo o mundo, principalmente com referência aos conteúdos acessados, que potencialmente podem causar vários problemas nocivos e graves, alguns deles até fatais.

Entre as diversas iniciativas para regulamentar o uso de redes sociais por crianças e responsabilizar as grandes plataformas, está o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA digital), que entrou em vigor a partir de março de 2026 e visa aumentar a proteção de crianças e adolescentes expostos às redes sociais e ao ambiente digital.

Mas, para além da influência dos conteúdos, a saúde de crianças e adolescentes pode ser comprometida, incluindo efeitos sobre a saúde mental, simplesmente pelo uso prolongado das redes e do ambiente on-line, mesmo que os conteúdos acessados sejam de boa qualidade.

Avanço: uso excessivo de redes sociais pode interferir na saúde mental?

O Estudo Longitudinal Prospectivo sobre Cognição, Adolescentes e Telefones Celulares (chamado ‘SCAMP’), liderado por pesquisadores do Imperial College de Londres, no Reino Unido, foi iniciado em 2014 como o maior estudo do gênero para investigar o uso de telefones celulares em relação aos resultados cognitivos, comportamentais e de saúde mental em crianças e adolescentes. Até recentemente, o estudo ainda tem embasado novas análises e conclusões.

Em um estudo publicado recentemente na revista científica BMC Medicine, os pesquisadores examinaram dados de 2.350 crianças e adolescentes de 31 escolas de Londres, inicialmente entre 2014 e 2016 (quando tinham entre 11 e 12 anos) e depois novamente entre 2016 e 2018 (quando tinham entre 13 e 15 anos de idade).

A Dra. Mireille Toledano, professora da Escola de Saúde Pública do Imperial College de Londres e pesquisadora principal do estudo, destacou que foi considerado um vasto conjunto de dados sobre saúde física e mental, função cognitiva, atividade física, sono, dieta, genética e biomarcadores da puberdade, com o objetivo de melhorar a compreensão sobre como o cenário complexo e multifatorial do mundo digital afeta a saúde mental das pessoas.

Mais redes, menos sono, menos saúde mental
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