Com publicação científica

Efeitos colaterais das estatinas
Estudo aponta que as estatinas não causam a maioria dos feitos colaterais descritos nas bulas
Estudo de revisão sobre possíveis efeitos colaterais não detectou perda de memória, depressão, distúrbios do sono e disfunção erétil e sexual

Fahroni via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

7 de fevereiro de 2026, 17:21

Fonte

Áreas

Cardiologia, Epidemiologia, Estudo Clínico, Farmacologia, Farmacovigilância, Hematologia, Medicina, Toxicologia

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Efeitos colaterais das estatinas

As estatinas – como a atorvastatina, fluvastatina, pravastatina, rosuvastatina e sinvastatina – são medicamentos altamente eficazes que reduzem os níveis de colesterol LDL (o chamado colesterol ‘ruim’) e têm demonstrado reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

No entanto, ainda existem preocupações quanto aos possíveis efeitos colaterais das estatinas, descritos nas bulas dos medicamentos, que geralmente incluem dores musculares (mialgia), fraqueza, sensibilidade ou rigidez muscular, toxicidade no fígado, problemas de memória, confusão, depressão, distúrbios do sono e disfunção erétil e sexual, entre outros.

Avanço: revisão de estudos de larga escala não apontou ‘culpa’ das estatinas

Recentemente, o grupo de pesquisa internacional Cholesterol Treatment Trialists Collaboration, composto por mais de 150 médicos e cientistas, incluindo especialistas nas áreas de cardiologia, epidemiologia, lipidologia e estudos clínicos, publicou um novo estudo de revisão com foco nos efeitos colaterais das estatinas.

Um estudo anterior do grupo já tinha detectado que a maioria dos sintomas musculares não é causado pelas estatinas e que realmente as estatinas podem causar um pequeno aumento da glicemia, de modo que pessoas já com alto risco podem desenvolver diabetes mais cedo.

Agora, os pesquisadores reuniram dados de 23 estudos randomizados e duplo-cegos de grande escala. Foram mais de 123 mil participantes em 19 estudos clínicos de grande escala que compararam os efeitos das terapias com estatinas contra um placebo e mais de 30 mil participantes em outros 4 estudos clínicos que compararam terapias com estatinas mais intensivas e estatinas menos intensivas.

Todos os ensaios incluídos nas análises foram de grande escala – envolvendo pelo menos 1.000 participantes – e acompanharam os resultados dos pacientes por uma mediana de quase cinco anos.

O estudo foi publicado na revista científica The Lancet.

Resultados: os efeitos colaterais das estatinas são limitados

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora do Departamento de Saúde Populacional da Universidade de Oxford
Diretor científico e médico da British Heart Foundation

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