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Profissional de enfermagem administrando dose intramuscular de Vitamina K em recém-nascido
Por Redação SciAdvances
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A vitamina K é essencial para a coagulação sanguínea, mas bebês recém-nascidos têm níveis muito baixos desse nutriente. Essa limitação os torna vulneráveis à hemorragia por deficiência de vitamina K, uma condição que pode causar sangramento interno no cérebro, intestinos e outros órgãos vitais.
Para reduzir significativamente o risco de hemorragias fatais, um dos procedimentos comuns realizados pela equipe de neonatologia nas primeiras horas de vida é a aplicação de uma dose intramuscular de vitamina K, geralmente na coxa do recém-nascido.
Segundo a Dra. Mary Beth Howard, professora da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, a injeção de vitamina K é uma das intervenções preventivas mais antigas, seguras e eficazes na medicina neonatal. A Academia Americana de Pediatria recomenda que a injeção seja administrada em até seis horas após o nascimento.
Sem a dose de vitamina K, risco de sangramento é maior e as intervenções podem ficar bem complexas
A professora Mary Howard explicou que muitas vezes o bebê parece completamente saudável mas, de repente, pode acontecer um sangramento grave e difícil de reverter, como uma hemorragia cerebral, que pode levar a comprometimento neurológico ou mesmo à morte.
Após o início de um sangramento grave, mesmo com a administração posterior da vitamina K, os danos podem ser permanentes.
Notícias falsas têm causado impacto em decisão dos pais
Porém, por se tratar de uma intervenção preventiva, os pais do bebê podem recusar o procedimento. E isto tem acontecido, principalmente pela disseminação de notícias falsas em redes sociais.
Essas notícias falsas costumam trazer aos pais a percepção de que podem acontecer efeitos colaterais (como se a aplicação da vitamina fosse uma vacina); que a vitamina K pode causar câncer; ou mesmo que o leite materno pode ser suficiente, sem a necessidade de dose adicional.
O Dr. Andrew Thorne-Lyman, professor do Departamento de Saúde Internacional na Universidade Johns Hopkins, afirmou que a amamentação não fornece vitamina K suficiente e não substitui a necessidade da injeção de vitamina K, mesmo para bebês alimentados com fórmula.
Especialistas recomendam que os pais consultem o médico pediatra para esclarecer dúvidas
Segundo a Dra. Mary Howard, os pais estão recorrendo às redes sociais em vez de conversarem com o(a) profissional de pediatria. A conversa com o(a) especialista é fundamental para esclarecer dúvidas e afastar os perigos das notícias falsas, que podem ter consequências devastadoras.
Do ponto de vista dos(das) profissionais de saúde, a professora incentiva a abordagem sobre o assunto nas consultas pré-natais para combater a desinformação e enfatizar os benefícios da injeção.
Como mensagem aos pais, a Dra. Mary Howard destacou que, após décadas de evidências e uso, a ciência sabe que a injeção de vitamina K é segura, eficaz e necessária para prevenir sangramentos por deficiência de vitamina K, que podem ter consequências fatais ou permanentes para o bebê.
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