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Por Redação SciAdvances
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A Doença Inflamatória Intestinal (DII), que inclui a doença de Crohn e a colite ulcerativa, afeta milhões em todo o mundo.
É uma condição crônica que geralmente começa na adolescência ou no início da idade adulta e pode exigir internações hospitalares ao longo do tempo, medicação imunossupressora em longo prazo e, em alguns casos, cirurgia.
Devido à complexidade da doença, muitos tratamentos ainda não conseguem melhorar a qualidade de vida dos pacientes, e continua sendo um desafio conhecer melhor os mecanismos envolvidos na doença para diagnosticar mais precocemente e tratar mais efetivamente.
Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford, Universidade de Newcastle e Cambridge University Hospitals NHS Foundation Trust, no Reino Unido, identificou um importante fator desencadeante da doença inflamatória intestinal (DII).
Em um estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine, os pesquisadores analisaram mais de 4.900 pacientes com DII e fizeram duas descobertas importantes para a compreensão da DII.
Os cientistas descobriram que um subgrupo de pacientes apresenta respostas autoimunes à interleucina-10 (IL-10), o que leva à inflamação descontrolada; além disso, descobriram que essa resposta imune prejudicial está relacionada a uma variante genética específica.
A descoberta representa um avanço significativo na compreensão da DII e abre caminho para abordagens direcionadas ao diagnóstico e tratamento em um subgrupo de pacientes.
A interleucina-10 (IL-10) é uma citocina essencial envolvida na regulação e limitação da resposta inflamatória e imunossupressora produzida pelo sistema imune.
Anticorpos que bloqueiam a IL-10 podem remover essa ação sobre o sistema imunológico, permitindo que inflamações fiquem fora de controle.
No estudo, os pesquisadores encontraram altos níveis de autoanticorpos neutralizantes anti-IL-10 no sangue de cerca de 3,5% dos pacientes com DII, tanto com doença de Crohn quanto com colite ulcerativa, mas não em indivíduos saudáveis.
Os pesquisadores também descobriram que a presença desses anticorpos estava fortemente ligada a uma variante genética específica, ou seja, pessoas portadoras dessa variante genética têm muito mais probabilidade de desenvolver anticorpos que bloqueiam a IL-10, o que ajuda a explicar como a genética contribui para a doença.
O Dr. Holm Uhlig, professor de Gastroenterologia Pediátrica da Universidade de Oxford e coautor principal da pesquisa, explicou que o estudo fornece evidências claras e contribui com a ligação que faltava entre uma variante genética bem conhecida, que já havia sido associada à doença inflamatória intestinal grave, e a autoimunidade à interleucina 10, descoberta recentemente.
Segundo os pesquisadores, as descobertas apoiam o desenvolvimento de um exame de sangue para identificar esse subgrupo de pacientes, ajudando os médicos a avançarem rapidamente para um tratamento mais adequado.
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Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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