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Antiveneno
Tecnologia com anticorpo monoclonal pode reduzir complicações de envenenamento por serpentes
Abordagem pode ajudar a produzir antivenenos com 100% de capacidade neutralizante

Horus2017 via Shutterstock
Bothrops jararaca
Por Redação SciAdvances
19 de maio de 2026, 14:16
Fonte
Áreas
Biologia, Bioquímica, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Engenharia Biológica, Entrega de Medicamentos, Farmacologia, Indústria Farmacêutica, Toxicologia
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Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB-UFMG) desenvolveram um anticorpo monoclonal capaz de reconhecer e neutralizar toxinas de serpentes do gênero Bothrops, que inclui jararacas, jararacuçus e cotiaras, entre outras.
Segundo os pesquisadores, anticorpos monoclonais já são amplamente utilizados no tratamento de várias doenças, incluindo alguns tipos de câncer, e podem ser uma alternativa promissora para o tratamento de envenenamentos causados por animais peçonhentos.
O Dr. Carlos Olórtegui, professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia do ICB-UFMG e coordenador do estudo, destacou que o anticorpo monoclonal é capaz de reconhecer e se ligar às toxinas hemorrágicas do veneno, oferecendo uma precisão muito superior à dos métodos convencionais.
O professor também explicou que a produção biotecnológica de anticorpos monoclonais em laboratório – a partir de células B e células de mieloma – acaba formando um lote homogêneo e sem variações, permitindo, por exemplo, a criação de antivenenos com 100% de capacidade neutralizante contra toxinas específicas.
Desenvolvida no Laboratório de Imunoquímica de Proteínas do ICB-UFMG, a tecnologia está protegida e disponível para licenciamento.
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