Com publicação científica

Terapia Celular CAR-T
Remissão de linfoma de células B com terapia CAR-T pode chegar a 10 anos
Acompanhamento de longo prazo aponta possível cura em mais de um terço dos pacientes de estudo clínico
Close-up of multiple cells with purple nuclei against a red background, viewed under magnification, conveying a microscopic scene (informative image).

Giovanni Cancemi via Shutterstock

Células T atacando células cancerosas

Por Redação SciAdvances

30 de junho de 2026, 07:22

Fonte

Áreas

Biologia, Biomedicina, Epidemiologia, Farmácia Oncológica, Genética, Imunologia, Imunoterapia, Medicina, Microbiologia, Oncologia, Patologia, Terapia Celular

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Terapia Celular CAR-T

A terapia celular com receptores de antígenos quiméricos, ou terapia celular CAR-T, é um tratamento em que linfócitos T do próprio paciente são coletados e geneticamente reprogramados, voltando ao paciente através de infusão intravenosa.

Quando voltam ao corpo, essas ‘super-células de defesa’ estão mais preparadas para destruir tumores específicos, principalmente cânceres de sangue

No Brasil, a terapia tem apresentado resultados promissores de remissão (com taxas superiores a 80% em pesquisas com versões 100% nacionais). No entanto, o tratamento ainda não foi incorporado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e, na rede privada, ainda tem alto custo.

Avanço: acompanhamento de longo prazo indica remissão de linfoma de células B em uma parte dos pacientes

Há cerca de 10 anos, a primeira terapia celular CAR-T – desenvolvida pelo Dr. Carl June, professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA – já estava sendo testada em estudo clínico de Fase II em pacientes com linfomas de células B.

A terapia (chamada tisagenlecleucel) veio a ser a primeira terapia celular CAR-T aprovada pela agência reguladora Food and Drug Administration (FDA), nos EUA, e foi licenciada para a farmacêutica Novartis, passando a ter o nome comercial KymriahTM.

O estudo clínico incluiu pacientes com doença recidivante/refratária, o que significa que o câncer havia retornado após outros tratamentos e/ou deixado de responder a eles. No momento da inclusão no estudo, os pacientes haviam recebido terapias anteriores, incluindo quimioterapia e, para alguns, transplante de células-tronco.

Agora, após um acompanhamento mediano de 10 anos, mais de um terço dos pacientes com linfoma de grandes células B e quase metade dos pacientes com linfoma folicular que receberam uma única infusão de tisagenlecleucel permaneciam vivos e sem recidiva do linfoma, de acordo com os resultados publicados recentemente na revista científica New England Journal of Medicine.

Resultados são bons, mas ainda são necessários ajustes

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Imunoterapia na Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia
Professor de Hematologia na Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia
Professor de Hematologia e Oncologia na Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia

Publicação

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