Com publicação científica
Quimioterapia
Proteína influencia eficácia de algumas quimioterapias contra o câncer
Estudo avançou no conhecimento sobre a influência de proteína sobre a divisão celular de células tumorais

Giovanni Cancemi via Shutterstock
Ilustração 3D da divisão de células tumorais
Por Redação SciAdvances
22 de julho de 2026, 16:09
Fonte
Áreas
Biologia, Bioquímica, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Farmácia Oncológica, Medicina, Microbiologia, Oncologia, Quimioterapia
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Quimioterapia
Algumas quimioterapias utilizam fármacos antimitóticos para bloquear a divisão das células tumorais, levando, em última análise, à morte celular.
No entanto, algumas células conseguem superar esse bloqueio e continuar se multiplicando, reduzindo assim a eficácia do tratamento.
Descobrir os mecanismos por trás dessa resistência desses quimioterápicos tem desafiado vários grupos de pesquisa em todo o mundo.
Avanço: proteína influencia mitose de células tumorais
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Sevilha e da Universidade de Salamanca, na Espanha, identificou a influência da proteína hSpindly sobre a eficácia de tratamentos quimioterápicos antimitóticos.
As descobertas, publicadas na revista científica iScience, esclareceram um dos mecanismos associados à resistência à quimioterapia ao identificar o papel da proteína hSpindly, envolvida no sistema responsável por garantir a separação adequada dos cromossomos durante a divisão celular.
A pesquisa foi realizada utilizando linhagens de células humanas cultivadas em laboratório e não envolveu modelos animais.
A Dra. Nuria Ferrándiz, pesquisadora do Centro de Pesquisa do Câncer da Universidade de Salamanca e coautora sênior do estudo, explicou que a dinâmica dessa proteína desempenha um papel direto na ativação do chamado ‘ponto de verificação do fuso’, um mecanismo de vigilância celular durante a mitose, responsável por garantir a estabilidade genética.
Proteína pode ser futuro biomarcador e alvo terapêutico
O estudo mostrou que a proteína hSpindly influencia a eficácia de fármacos antimitóticos: células que superexpressam a forma normal da hSpindly são mais sensíveis a esses fármacos e a alteração experimental de um ponto específico na hSpindly modifica a resposta de células tumorais à quimioterapia antimitótica.
Além disso, os pesquisadores observaram que a proteína hSpindly se associa a outras proteínas reguladoras, como Mad1 e Mad2, quando a célula é forçada a permanecer na mitose e impedida de concluir a divisão prematuramente.
Os resultados melhoraram a compreensão sobre como algumas células tumorais podem escapar do bloqueio induzido por quimioterápicos antimitóticos e abrem um novo caminho para investigar a proteína hSpindly como um potencial biomarcador de resposta ao tratamento ou como um futuro alvo terapêutico.
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