Com publicação científica

Microfluídica e imunoterapia contra o câncer
Plataforma permite observar interações entre células imunes e células cancerosas em nível unicelular
Método ajuda na compreensão de processos fundamentais na imunologia do câncer

Divulgação, Universidade Técnica de Munique (TUM)

Muhammad Zia Ullah Khan, autor principal do estudo, examina placa de Petri com suspensão celular. Imagens de fluorescência de células em microcanais, exibidas no monitor, mostram a comunicação entre células imunes

Por Redação SciAdvances

19 de junho de 2026, 12:09

Fonte

Áreas

Biologia, Biotecnologia, Engenharia Biológica, Imunologia, Imunoterapia, Medicina, Medicina de Precisão, Microbiologia, Oncologia

Compartilhar

Microfluídica e imunoterapia contra o câncer

O conhecimento sobre como um conjunto de células imunológicas atacam células cancerosas dá uma boa ideia sobre um cenário médio, mas não consegue retratar o que acontece em nível unicelular, ou seja, como cada célula do sistema imune enfrenta e reage a uma célula cancerosa.

A compreensão de mecanismos celulares detalhados pode fortalecer a luta contra o câncer:  o momento do contato célula-célula, a ativação de mecanismos de defesa e detalhes da destruição da célula cancerígena são importantes para o desenvolvimento de novas imunoterapias, mais precisas, robustas e eficazes.

Estes avanços em imunoterapias podem ser trazidos por tecnologias que usam conceitos de microfluídica para viabilizar a observação dessas interações celulares, célula a célula.

Avanço: sistema microfluídico permite observar interações célula-célula em várias configurações

Com a finalidade de facilitar a compreensão das ações do sistema imunológico humano contra o câncer, pesquisadores da Universidade Técnica de Munique (TUM) desenvolveram um sistema, chamado CellTrap, que possibilita a observação das interações entre células imunológicas e células cancerígenas em nível unicelular.

A solução é um chip microfluídico com um grande canal principal e ramificações, onde se encontram 1024 pequenas câmaras para as quais as células são atraídas. Dentro das câmaras, células imunológicas e células cancerosas individuais podem ser seletivamente reunidas e suas interações podem ser observadas por até 14 horas.

O Dr. Ghulam Destgeer, professor de Controle e Manipulação de Objetos Vivos em Microescala da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, e autor sênior do estudo, explicou que o sistema CellTrap permite observar se as células imunes matam células cancerígenas e rastrear quando e em que condições isso ocorre.

Segundo o professor, a plataforma funciona em um microscópio de fluorescência padrão, do tipo que a maioria dos laboratórios já possui, sem a necessidade de equipamentos especializados.

De acordo com o Dr. Ghulam Destgeer, a tecnologia permite criar várias configurações, como células cancerígenas isoladas, células imunológicas isoladas ou diferentes proporções entre células imunológicas e cancerígenas.

Em experimentos, observações detalhadas

Publicidade

Publicidade

Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Controle e Manipulação de Objetos Vivos em Microescala da Universidade Técnica de Munique (TUM)
Pesquisador da Universidade Técnica de Munique (TUM)

Publicação

Publicidade

Rolar para cima