Com publicação científica
Detecção do câncer de pâncreas
Novo biossensor ajuda a detectar precocemente o câncer de pâncreas
Rastreamento com baixo custo em exame de sangue favorece detecção precoce e aumenta chances de sucesso do tratamento

Gabriella Soares, EESC-USP
Novo biossensor
Por Redação SciAdvances
29 de abril de 2026, 16:30
Fonte
Áreas
Análises Clínicas, Biomedicina, Bioquímica, Biotecnologia, Engenharia Biológica, Epidemiologia, Gastroenterologia, Hematologia, Imunologia, Oncologia
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Detecção do câncer de pâncreas
Um dos problemas do câncer de pâncreas, que dificultam seu tratamento, é que a doença pode passar desapercebida em seus estágios iniciais. Sem sintomas aparentes, a doença avança até que seja identificada, em geral, tardiamente. Com a evolução da doença, o tratamento é sempre mais difícil.
Neste sentido, exames de rastreamento são importantes para identificar a doença em um estágio ainda inicial, mesmo em pessoas assintomáticas. Este é um tema de pesquisa de vários grupos em todo o mundo, sempre com foco em exames simples, acessíveis e confiáveis.
Avanço: biosssensor detecta biomarcador sanguíneo em baixas quantidades
Recentemente, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP-USP) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) realizaram um novo avanço que pode ser importante para a detecção precoce do câncer de pâncreas.
Em um estudo inédito, foi desenvolvido um biossensor que é capaz de identificar a molécula CA19-9 – um complexo glicoproteico que funciona como biomarcador tumoral – a partir de uma amostra de sangue, mesmo em baixas quantidades.
A Dra. Débora Gonçalves, professora do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), coordenou o estudo, publicado na revista científica ACS Omega.
Com tecnologia acessível, rastreamento pode ser feito antes dos sintomas
O biossensor contém anticorpos específicos para o biomarcador tumoral CA19-9 e, quando o sangue do paciente entra em contato com o sensor, os anticorpos reconhecem as moléculas do biomarcador e capturam a proteína.
Segundo Gabriella Soares, doutoranda em Engenharia de Materiais da EESC-USP e primeira autora do estudo, as respostas do biossensor foram estatisticamente semelhantes às dos exames tradicionais.
Segundo a doutoranda, com base em uma curva de calibração prévia, o biossensor estima a quantidade de CA 19-9 no sangue, mesmo que seja muito baixa.
Agora, os pesquisadores estão trabalhando em evoluções deste biossensor para incluir análises do biomarcador CA19-9 também na urina e saliva de pacientes, o que deve melhorar a precisão dos resultados.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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