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Por Redação SciAdvances
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Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveram uma proteína quimérica que pode facilitar o diagnóstico precoce da leishmaniose visceral. Para proteger a tecnologia, foi efetuado um pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A nova molécula pode ser usada para o diagnóstico em seres humanos e em cães utilizando o mesmo antígeno, o que contribui para estratégias de vigilância integrada da doença.
A nova proteína expande o poder da proteína Q5, desenvolvida anteriormente e com potencial para diagnóstico da leishmaniose visceral humana, mas que não teve o mesmo sucesso no diagnóstico da doença em cães.
No Brasil, o cão doméstico é o principal reservatório do parasita Leishmania infantum em áreas urbanas e periurbanas, o que torna o diagnóstico integrado fundamental para o controle da transmissão.
A possibilidade de utilizar uma única proteína em diferentes espécies fortalece as ações de vigilância epidemiológica e amplia o potencial de incorporação da tecnologia em políticas públicas de enfrentamento da leishmaniose visceral.
Os testes diagnósticos são produzidos industrialmente por meio de uma parceria da Fiocruz Pernambuco com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).
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