Com publicação científica

Anusorn Nakdee via Shutterstock
Ilustração 3D de infecção por papilomavírus humano
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
O papilomavírus humano (HPV) de alto risco é o vírus responsável por quase todos os casos de câncer de colo do útero.
Mas os testes de referência atuais para o HPV dependem de técnicas de amplificação de ácidos nucleicos para detectar o DNA viral ou o RNA mensageiro (mRNA), que por sua vez exigem equipamentos especializados.
Neste cenário, os testes atuais para detecção do HPV têm um custo que pode não ser acessível, principalmente para populações de países de baixa e média renda, onde ocorre a maioria das mortes por câncer de colo do útero.
Porém, o rápido desenvolvimento de novos testes mais acessíveis depende de amostras confiáveis e realistas da infecção tanto na fase de projeto quanto na fase de validação.
Pesquisadores da Universidade Rice, nos EUA, lideraram uma pesquisa que desenvolveu modelos realistas que podem ajudar o desenvolvimento de testes de rastreamento do câncer de colo do útero mais acessíveis.
O estudo foi desenvolvido em parceria com pesquisadores da Universidade Emory e do MD Anderson Cancer Center, nos EUA.
A Dra. Rebecca Richards-Kortum, professora da Universidade Rice e autora sênior do estudo, disse que o câncer de colo do útero é altamente evitável com um rastreio eficaz, mas milhões de mulheres ainda não têm acesso a essas ferramentas.
Segundo a pesquisadora, a pesquisa pretende ajudar os cientistas a desenvolver testes mais rapidamente, a partir de amostras que realmente reflitam o que os médicos observam nas pacientes.
A Dra. Mila Salcedo, professora de Oncologia no MD Anderson Cancer Center e coautora do estudo, destacou que facilitar a validação e a ampliação de tecnologias que expandam o acesso à prevenção do câncer de colo do útero é essencial para a eliminação global dessa doença, principalmente em contextos com poucos recursos, onde o acesso é urgentemente necessário.
A pesquisa foi publicada na revista científica Journal of Medical Virology.
Para melhorar a compreensão sobre a variabilidade que existe nas infecções por HPV, os pesquisadores analisaram 32 amostras cervicovaginais positivas para HPV coletadas de pacientes em tratamento.
Segundo os pesquisadores, os resultados revelaram uma diversidade impressionante de fatores como níveis de DNA viral e sua estrutura, níveis de mRNA viral, contagem e composição celular, com variações significativas nos casos analisados.
Esses resultados explicaram a complexidade e os desafios do desenvolvimento de testes diagnósticos, mas também proporcionaram a criação de modelos simulados que mimetizam infecções reais de pacientes.
A nova abordagem inclui amostras de fundo negativas para HPV para replicar o ambiente biológico natural; células ou DNA positivos para HPV para simular a infecção; mRNA e outros componentes para refletir o estado da doença; e níveis controlados de potenciais inibidores.
Os pesquisadores demonstraram a aderência dos modelos a espécimes clínicos reais usando métodos laboratoriais padrão e um teste comercial de HPV.
Com os novos modelos, os desenvolvedores de testes para o HPV podem avaliar sistematicamente o desempenho de seus ensaios em uma ampla gama de condições realistas antes de iniciar um estudo clínico, reduzindo significativamente o tempo de desenvolvimento.
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Publicidade



